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Crítica do Brutalismo

O Brutalismo consiste em defender o emprego da ética sem nenhum floreio. Para a ética, uma ação tem sua validade dada independente de motivo. Por exemplo: roubar é errado, e não importa se é para sobrevivência ou por ganância.

É muito importante que a base de uma sociedade seja a ética, não apenas pelo motivo de que se a ética for devidamente seguida nunca haverá conflitos, mas, principalmente, por ela tratar todos os indivíduos como fins em si mesmos, ou seja, respeitar a liberdade e a autonomia deles.

Porém, apesar da ética ser livre de conflitos, podem existir ocasiões em que sua violação pode trazer benefícios maiores. Essa ação não deixa de ser antiética, mas uma ação antiética pode ser considerada moral. Isso é bem comum em pequenas violações, que podem até trazer um beneficio maior para a vítima [da violação].

Exemplos: a) Seu vizinho vai para uma viagem e esquece de encarregar alguém para molhar suas flores, mas você as molha por ele. b)
Ao se deparar com um cachorro esquecido em um automóvel você decide quebrar o vidro para salvá-lo. c) Uma casa está pegando fogo e você a invade para apagar as chamas. d) Roubo de um carro para salvar vidas. e) Invasão de uma casa para abrigar-se de uma tempestade.

Todos os exemplos anteriores são antiéticos [por violarem a propriedade privada] e consequentemente não podem ser defendidos em uma argumentação sem que caiam em contradição performática. Porém, muitas pessoas, arriscaria dizer que a vasta maioria, tolerariam esses atos e, em alguns atos, até ficariam agradecidos. Todavia, o brutalismo condena esses atos como errados e antiéticos.

Alguém que é brutalista até poderia fazer tais atos que isso não o tornaria “não-brutalista”. Podemos encontrar pessoas que possam, mesmo tendo consciência que esses atos são antiéticos, de boa-fé assumir os riscos e consequências desses atos.

Da Dialética do Brutalismo

Para espalhar ideias ou criar-se uma cultura libertária ou voluntarista, o brutalismo pode ser muito repulsivo e amargo para algumas pessoas, além de soar como uma falácia, a qual chamo de ” falácia” do apelo à razão. Mesmo consciente de que tal argumento não é uma falácia, chamo de “falácia” do apelo a razão o argumento que soa apelativo aos ouvidos de um ignorante/leigo.

Caso a intenção de quem defende tal ideia seja convencer o seu interlocutor, os argumentos e ideais brutalistas devem ser apresentados com cuidado para certas pessoas, principalmente pessoas que buscam comodidade ou que justificam seus meios com seus fins. Caso contrário você pode não convencer tal pessoa ou pode até mesmo causar nela repulsa sobre tal ideia.

Para muitas pessoas pode parecer assustador dizer que o correto perante a ética seria não roubar um clipe de papel que poderia salvar vidas. Também soaria estranho que condutas imorais como prostituição e comércio de drogas são totalmente éticas e que combatê-las seria uma agressão e, portanto, antiético. Para isso pode ser mais eficiente os argumentos utilitários ou humanitários, como mostrarei mais para frente em meu artigo “Humanitarismo Dialético”


O Fhoer fez um artigo complementando e respondendo esse artigo: https://gazetalibertaria.news/2019/01/29/resposta-a-critica-do-brutalismo/
Sobre o artigo do Fhoer digo que os argumentos que ele expôs são complementos aos que coloquei e deles nada discordo, a única parte que o artigo dele me parece discordar do meu é quando ele aponta um erro em reducionismo que ele diz que eu cometi. Sobre esse reducionismo posso ter cometido por ignorância, porém o objeitvo não foi espantalhar nada.

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