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Resposta a Critica do Brutalismo

Bem, como um autoproclamado brutalista e incisivo eu não tenho medo algum de abrir “fogo-amigo” quando eu vejo um problema, esta é a forma que eu escolho lidar com argumentos, não vou fazer concessões da verdade.

O artigo que estou respondendo foi postado pelo gazeta libertária hoje mesmo: Critica ao Brutalismo

Primeiramente compartilho com a definição de brutalismo e a expando, não somente para a ética mas para qualquer verdade, a verdade não busca um meio termo, ela é dicotômica, ou é verdadeiro ou não é, por isso mesmo que um brutalista só apresenta a estrutura do argumento e assim preza verdade.

Porem há um erro nos pensamentos seguintes inferidos no artigo, como uma redução de outros campos para a ética, o que não pode ser feito sem uma própria analise do que está sendo reduzido.

Todas a consideração moral estava sendo feita por um crivo puramente ético, sendo que o crivo ético não diz que o individuo não pode decidir algo antiético, só que não é defensável em um argumento, pura e simplesmente; se assim fosse não haveria a necessidade de distinguir entre moral e ética, pois a moral seria um “sub-campo” da ética.

Para todos estes exemplos – Que não cabe repeti-los – um brutalista não duvidaria das motivações ou até da utilidade do resultado destas ações em comparação aos danos, mas um libertário brutalista não defenderia que a ação é justificada, assim a vitima deste roubo teria o direito de punir o individuo.

Ainda dentro do argumento brutalista há como demonstrar que por mais que haja a possibilidade da vitima punir o “agressor benevolente” há também a possibilidade desta o perdoa-lo, não há nada contra a busca pelo perdão da parte do agressor e até um incentivo da vitima para perdoar casos mais lenientes, tanto pela ideia de reciprocidade que diminui custos de informação e aumenta a coesão social, a “ideia do bom vizinho” se torna fundamental para a formação de sociedades, pois estas diminuem diversos custos e não há nada contra a fundamentação brutalista demonstrar esta linha.

Ser o agressor de qualquer um destes exemplos não te faz ser um não-brutalista, cometer um crime e reconhecer o crime realizado e buscar reparar as vitimas de suas ações seria a talvez a maior atitude brutalista, notar que não há uma “verdade especial” para você ou que quando você faz é de forma tão pura que não tem como estar errado, é uma posição até mesmo de humildade em reconhecer que a verdade não pertence a você.

E por fim, a questão de apresentação, o argumento brutalista não é necessariamente frio e calculista, há diversos métodos para apresentar o argumento, o objetivo é formar “conhecimento solido” no interlocutor, mas não transmitimos conhecimento, transmitimos somente informações que são interpretadas pelo interlocutor para que este então se instrua baseado nas informações para assim gerar conhecimento.

Um brutalista que pensa que não há a necessidade de uma adaptação da sua retorica para diferentes indivíduos a fim de atingir o seu objetivo comete um erro crasso, não há uma forma de passar estas informações de forma universal e absoluta, a sempre a possibilidade de distorção não-intencional do interlocutor, isso gera um erro, não causado pelo “apelo a razão” mas pela ignorância do emissor de informação a passar uma mensagem compreensível ao receptor.

E no que se diz respeito ao humanismo, o contrario de Brutalismo, defender o emprego floreios acima de argumentos validos é basicamente sofisma em favor do libertarianismo, algo que a curto prazo pode parecer muito frutífero mas a médio-longo geram inconsistências a completa corrupção do termo pelo fato de não haver uma fundamentação axiomática das ideias.

No que se diz as ideias libertárias, não há como dar espaço a erros na estruturação de argumentos, estes por mais que ocorram não devem ser mantidos, da mesma forma que assim como reconhecer o estado como um agressor é o primeiro passo para a sua extinção, o reconhecimento do erro é o primeiro passo para a sua correção.

6 comentários

  1. Já vi essa mesma discussão no grupo libertarianismo em 2016, Hide compartilhava o artigo do Tucker, muito semelhante ao artigo do Belli, e a Camila Vargas, entre diversas outras pessoas, responderam, argumentos muito semelhantes a esta resposta do Fhoer.
    Destaco o trecho sobre humanismo ser basicamente sofismo a favor do libertarianismo, o que pode parecer bom, mas a longo prazo não o é.
    De toda forma, parabéns pelo artigo! compartilho da postura brutalista.

    1. Pessoal ta interpretando errado isso, não sou humanista, só quis dizer que usar apenas o argumento “É antiético” pode não convencer algumas pessoas, falar “É antiético e ruim” pode ser mais efetivo. Um exemplo disso é explicar que o socialismo é antiético e mesmo assim mostrar a crítica da escola ao socialismo.

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