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Humanitarismo Dialético

Para explicar o libertarianismo geralmente o ponto usado é o ético, mas já se passou pela sua cabeça que uma boa parte das pessoas não consegue assimilar-lo? Neste artigo vem uma reflexão aos libertários sobre isso, leia e confira !

Em meu artigo anterior, critiquei o uso de apenas o argumento ético para defesa de uma sociedade libertária/anarcocapitalista. (Leia Crítica do Brutalismo, na segunda parte “Da Dialética do Brutalismo”).

Como foi falado no artigo, para algumas pessoas, apenas o argumento ético não é suficiente para o convencimento, claro que, para muitos jusnaturalistas e brutalistas esse questionamento soa muitas vezes como: “Mas se a escravidão for abolida, quem vai colher o café?”, dessa repulsa à um questionamento análogo a esse, não tenho nada a criticar, mas sim, critico a resposta clássica: “Não interressa, a escravidão é antiética”.

Note que, a crítica não é sobre a validade do argumento ético que deve ser defendido ou não apenas partindo do argumento ético. Eu particularmente já deixei meu ponto sobre a ética no artigo anterior, quando falei da importância de se basear em princípios éticos.

O Socialismo
Trago como exemplo o socialismo, pois acredito que nesse exemplo ficarei mais claro para leitores libertários familiarizados com a Escola Austríaca de Economia. Um regime socialista seria pela ética libertária, antiético (é claro que pode existir um “socialismo voluntário”, mas esse não é o ponto aqui), porém as críticas ao socialismo que podem ser feitas por um libertário não param apenas na sua antieticidade, podem ir muito além desse reducionismo. Um libertário também pode levantar os pontos demonstados por Mises e Hayek (a impossibilidade do cálculo econômico, a disperção da informação, o sistema de preços), que demonstram a parte utilitária e econômica além do argumento ético.

Acredito que os problemas com esse reducionismo argumetativo não param apenas na dialética, mas também se estendem aos conhecimentos buscados. Ao pensar apenas no argumento ético, ficamos muito limitados tanto em argumentos, quanto em conhecimento. Ao defender, por exemplo a privatização do meio ambiente, sem questionar a sua utilidade, ignoramos vários conhecimentos dados pela Escola Austríaca que podem ser muito úteis para a compreensão, e para a formação de uma sociedade libertária.

“Ah, mas e o Estado…?”

Acredito que muitos já ouviram ou até utilizaram muito essa frase, para rebater questionamentos ao anarcocapitalismo ou libertarianismo, e algumas vezes, ela é feita por pessoas que já o defendem, outras vezes, por pessoas que não conhecem a ideia, mas tal fato, revela uma realidade triste: uma boa quantidade de pessoas desconhecem as benesses, tanto na parte econômica, quanto da utilitária, causadas por uma possível não existência do estado.

A Escola Austríaca

A Escola Austríaca de Economia foi desde o começo uma das maiores, se não a maior, bases do libertarianismo e do anarcocapitalismo. Desde Mises, muito se critica do intervencionismo estatal e se coloca o estado como um “monopólio coercitivo”. A escola austríaca sempre demonstrou o quanto o Estado é ineficiente, e inferior ao mercado, Mostrando até mesmo impossibilidades na solução de problemas por meio do Estado, ou de uma economia planificada.

Argumentos econômicos com base na Escola Austríaca seriam o caminho que venho sugerir, para a solução do impasse aqui apresentado. A Escola Austríaca é bem sustentada na sua base aprioristíca e praxeológica como bem demonstrado no artigo da GL Três pilares da economia austríaca por Paulo Garcia, portanto, os argumentos fundamentados nela seriam tão válidos e sólidos, quanto argumentos éticos, podendo assim serem utilizados em conjunto ou até mesmo separados, obtendo uma boa base sólida e verdadeira para se defender a idéia ou até mesmo na formulação de críticas a outras.

Usando conhecimentos da Escola Austríaca para demonstrar a superioriedade do mercado quanto a solução de problemas, podemos convencer mais facilmente as pessoas, principalmente aquelas que tendem ao utilitarismo e ao humanismo. Sendo assim, demonstramos por argumentos econômicos, a superioridade de um sistema de livres trocas, explicando aos leigos o quanto a livre concorrência ajuda na seleção das melhores ideias e soluções para conflitos, esses que são ocasionados pela escassez de recursos. dessa forma, mostraremos as pessoas que quando há um problema que as incomoda, naturalmente haverá uma demanda para resolvê-lo, geralmente alguém que visará lucro com a operação. Procurarei demonstrar a vocês isso em meus próximos artigos, alguns dos tópicos citados anteriormente de forma curta, irão virar artigos possívelmente em breve, assim que eu ler alguns livros e refletir sobre o assunto.

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