Uma das maiores cooperativas brasileiras de café arábica está criando uma criptomoeda própria.

A Minasul está planejando elaborar uma criptomoeda com lastro nos suprimentos de café, escreve a Bloomberg. Os agricultores poderão usar o token na loja online da Minasul para comprar produtos agrícolas, como fertilizantes e maquinário, além de produtos não-agrícolas, como carros e alimentos, explicou o presidente da Minasul, José Marcos Magalhães, em uma entrevista durante o Fórum Mundial dos Produtores Café.

Os agricultores poderão trocar suas colheitas atuais e futuras pela criptomoeda. Eles poderão trocar até 30% da safra atual, 20% da próxima safra e 10% da safra seguinte. De acordo com Magalhães, a introdução de uma criptomoeda reduzirá os custos para a cooperativa e aos agricultores, já que eles não precisarão registrar a troca por meio de um cartório.

A cooperativa está olhando para outros empreendimentos de digitalização. Também planeja permitir que os agricultores vendam seus grãos de café em transações de telefonia móvel.

Há algumas semanas, foi noticiado que a Starbucks passaria a fornecer aos consumidores mais informações sobre seus produtos derivados de café usando um sistema blockchain que rastreará os grãos “da fazenda para xícara”, assim como a Nestlé e o Carrefour fizeram com o purê de batata. Para isso, a empresa está trabalhando com a Microsoft para aproveitar o Azure Blockchain Service no rastreamento de remessas de café de todo o mundo, trazendo “rastreabilidade digital em tempo real” para suas cadeias de suprimentos, segundo um anúncio da Microsoft.

Fonte: The Block Crypto