Escrito por: George Charles Roche III
Traduzido por: Wallace Nascimento (@SrNascimento40)
Revisado por: Laís Ribeiro (@laiscapitalisz)


Diz-se que quatro dias antes da morte de Bastiat, com sua mente ainda correndo para registrar todos os possíveis insights que ele poderia descobrir, ele aconselhou futuros economistas: “Tratem as questões econômicas sempre do ponto de vista do consumidor, pois o interesse do consumidor é idêntico ao da humanidade“.

Bastiat considerava que os erros mais graves no pensamento econômico decorrem da incapacidade de reconhecer que o consumo é o fim e a causa final de todos os fenômenos econômicos. Ele ressaltou que o consumidor fica mais rico na proporção em que compra mais barato, que compra mais barato à medida que os bens se tornam mais abundantes, e que a abundância é obtida ao permitir a produção mais completa possível. Assim, todas as leis destinadas a interferir com o milagre produtivo são, eventualmente, leis que punem o consumidor.

Destacando a enorme interdependência de todos os homens no mercado, enfatizando o fato de que o agricultor não faz sua própria roupa, o alfaiate não planta o trigo que consome, e assim por diante para os inúmeros outros benefícios que todos nós diariamente colhemos do mercado, Bastiat insistiu que a enorme economia em tempo e esforço que surgiu da divisão do trabalho e livre troca, proporcionou um sistema em que o produtor mais eficaz era o aliado mais forte possível do consumidor. Ele apontou que o homem que lucrou com o baixo custo e a disponibilidade imediata de um produto, foi o homem que o consumiu. As tentativas de interferir com esse relacionamento provariam inevitavelmente ser uma derrota para a sociedade como um todo:

Se desejar prosperar, deixe o seu cliente prosperar. Esta é uma lição que levou muito tempo para ser aprendida. Quando as pessoas aprenderem esta lição, todos buscarão seu bem-estar individual no bem-estar geral. Então os ciúmes entre os homens, cidades, províncias e nações, não mais perturbarão o mundo.