Após o presidente Jair Bolsonaro ter cancelado o aumento de 5,7% no preço do diesel, o atual presidente da Argentina, Maurício Macri, anunciou nesta Quarta-Feira (17), que irá colocar algumas medidas econômicas em prática para “conter” a inflação, entre elas está o congelamento de preços de mais de 60 produtos, incluindo as carnes.

A medida de congelamento de preços já é conhecida por sua ineficácia há mais de um milênio. O primeiro registro histórico que se têm disso, data de 301 d.C, quando o imperador romano, Diocleciano, adotou a medida, que foi rapidamente ignorada.

A Argentina já tem histórico de congelamentos de preços anteriores, nenhum mostrou eficácia. Na década de 80, o país enfrentava uma inflação de cerca de 1000% ao ano. O então presidente militar, Raynaldo Bignone, congelou os salários pelo valor do último mês.

Já em 2013, durante o governo de Cristina Kirchner, houve congelamento dos preços de combustíveis, produtos de supermercados e Eletrodomésticos para ganhar popularidade e buscar a reeleição.

Veja as medidas que serão adotadas por Macri, de acordo com o G1:

  • Acordo com 16 empresas para que 60 produtos da cesta básica tenham seus preços mantidos por ao menos 6 meses, incluindo azeites, arroz, farinhas, leite, iogurtes;
  • Empresas se comprometem a assegurar a disponibilidade desses produtos em 2,5 mil pontos de venda do país, a partir de 22 de abril;
  • Descontos entre 10% e 25% em supermercados e outros negócios para os 18 milhões de beneficiários do Anses, o seguro social da Argentina;
  • Linha de crédito de cerca de 124 bilhões de pesos (cerca de R$ 11,97 bilhões) para os beneficiários do Anses;
  • Encaminhamento da Lei de Lealdade Comercial, para evitar abuso de poder pelas grandes empresas;
  • Frigoríficos exportadores venderão 120 mil quilos de carne no mercado interno por semana, a preço fixo de 149 pesos (cerca de R$ 14) por quilo;
  • Congelamento de preços da eletricidade residencial até o final do ano;
  • Aumento escalonado do preço do gás apenas até junho;
  • Congelamento de preços de ônibus e trens metropolitanos até o final do ano;
  • Congelamento de preços de pedágio nas rodovias controladas pelo Governo Federal;
  • Operadoras de telefonia celular aceitaram manter o preço das linhas pré-pagas até 15 de setembro;
  • Descontos em farmácias para beneficiários de determinados programas sociais;
  • Créditos para conexão de 70 mil residências à rede de gás;
  • Nova convocatória de inscrições para programa de habitação subsidiada;
  • Renegociação de dívidas fiscais de pequenas e médias empresas.

O deputado federal e filho do atual presidente brasileiro, Eduardo Bolsonaro, também já defendeu controle de preços. Suas ações desencadearam em uma perda de 32 bilhões de reais de valor de mercado sofrida pela Petrobrás.