Muito se fala dos problemas das imigrações, mas pouco se fala da causa desses problemas. Nós temos uma impressão errada de que o Estado deve resolver os problemas dos súditos e cuidar deles, mas na verdade é o contrário, o Estado espolia seus súditos e sendo assim os súditos que mantêm o Estado.

Existe uma falsa impressão de que sem o Estado não poderíamos pagar por determinados serviços, isso foi implantado no nosso modo de pensar, como se fosse um pensamento natural. Mas de fato nós pagamos pelos serviços que o Estado oferece. Os serviços não caem do céu, eles são pagos por meio de espoliação do dinheiro dos súditos. Não há duvida de que esses serviços são mais caros do que deveriam ser e que sua qualidade é muito inferior (PRIVADO, GRATUITO+ E DE QUALIDADE EP01 | “PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE” REFUTADO). Assim esses serviços [superfaturados e precários] são fornecidos a nós como “direitos”.

Por causa desse “dever” atribuído ao Estado [de maneira indevida], nós acabamos achando que o Estado deve assim controlar a quantidade de pessoas com acesso a esses serviços, afinal os recursos são escassos. A imigração só é um problema por causa dessa postura de que o Estado deve tomar conta de seus súditos, afinal os imigrantes se tornam novos súditos. Em especial os refugiados demandam mais assistência por estarem saindo de países em situações complicadas.

Além do problema de o imigrante ser mais uma boca para sustentar temos o problema dos bens públicos. Estes bens caem na famosa tragédia dos comuns (A tragédia dos bens comuns Por Belli). E o Estado como sempre se demonstra totalmente ineficiente cuidar desses bens.

Veja já nos primeiros segundos do vídeo os resultados em Paris:

Em uma sociedade que só existe a propriedade privada a imigração não causaria esses problemas, e caso um imigrante violasse uma propriedade privada seria um crime como qualquer outro. Além disso os donos das ruas, praças etc. teriam como excluir imigrantes caso não os desejassem, isso forçaria os imigrantes a terem um comportamento mais adequado [segundo o dono da propriedade].

Um imigrante não poderia fazer mau uso de uma propriedade privada assim como pode fazer de uma propriedade pública hoje em dia. Mesmo com leis regulando o uso da propriedade pública a eficiência do Estado para defender sua propriedade é péssima (como explicado em A tragédia dos bens comuns Por Belli), já o proprietário costuma proteger com uma eficiência muito maior, além disso o único prejudicado é ele (novamente justificado no artigo A tragédia dos bens comuns Por Belli).