Original por: Praxgirl

Nesta lição vamos falar porque é inapropriado se referir a ação de outra pessoa como irracional. Eu acredito que você já ouviu alguém classificar a ação de outra pessoa como “irracional” alguma vez no passado, mas o que exatamente está dando a entender?

Suponha que Steve tem que decidir se vai ao Central Park ou a uma apresentação dos Beatles e ele escolhe ir ao parque. Peter fala que a decisão de Steve é irracional. Contudo, Peter não pode chamar a decisão de Steve de irracional, pois o que Steve valoriza pertence a ele e somente ele, ou seja, somente Steve consegue saber realmente o quanto valoriza cada um. A única cosia que Peter está dizendo saber é o que ele (Peter) teria deito na mesma situação.

Agora vamos dizer que na verdade Steve queria ir à apresentação dos Beatles, mas alguém disse a ele que ela aconteceria no Central Park. Agora Peter pode falar que a decisão de Steve é irracional? É verdade que Steve acabou indo para o lugar errado, mas ele agiu de acordo com o que ele acreditava que alcançaria seu objetivo. Ele fez seu melhor.

Todos nós sabemos que o homem é falível. Porém, somente porque ele fala em atingir seu fim, não faz dele alguém irracional. Já que ninguém está em uma posição de substituir seus próprios valores por aqueles de um outro ser agente, é inútil fazer julgamentos sobre os objetivos dos outros.

A praxeologia utiliza os valores dos agentes como algo dado e não os analisa. O único padrão no qual ela se aplica é se os meios escolhidos se encaixam ou não para a consecução dos fins visados. Portanto, a praxeologia é livre de juízos de valor.