Carla Diaz e a síndrome de coitadismo

Nas últimas semanas os filmes sobre o crime de Suzane von Richthofen voltaram a ser assunto na mídia, devido a finalmente terem sido lançados após anos de aguardo.

A história começa em 1999, quando Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos se conheceram e começaram a namorar. No começo, Manfred von Richthofen e Marísia não ligavam para o namoro, mas, com o tempo, perceberam como ele estava cada vez mais sério. Foi neste momento que brigas com Suzane em relação à Daniel se tornaram cada vez mais constantes.

No dia 31 de dezembro de 2002, Suzane abria a porta de sua casa no Brooklin, bairro de São Paulo, para seu namorado e seu cunhado, Christian Cravinhos, subirem para o segundo andar e colocar a última parte do plano em ação: matar Marísia e Manfred enquanto eles dormiam.

Nos depoimentos contados pelas partes haviam bastantes furos e, muitas vezes, pareciam histórias completamente diferentes. É nisso que os filmes se baseiam: a construção da história do assassinato do casal Richthofen em perspectivas diferentes.

Dividido em A Menina que Matou os Pais, que conta a história do crime pela visão de Daniel Cravinhos, o comparsa de Suzane no crime (e na época, seu namorado) e O Menino que Matou meus Pais, que conta a mesma história pela narrativa da moça, os filmes vêm sendo bastante falados pela crítica e pelo público geral, que não tardou em fazer memes.

Leonardo Bittencourt, o ator que interpreta Daniel Cravinhos, resolveu postar um desses memes em seu Twitter.

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No post, o meme “topa tudo por bucet*” foi sobreposicionado no nome do filme, fazendo alusão ao fato de Daniel Cravinhos ter feito tudo — inclusive matar duas pessoas — para poder ficar com Suzane. O que parece uma coisa simples de entender acabou virando um momento para Carla mostrar todo seu girl power em uma publicação pouco depois.

Em seguida fez o seguinte tweet, concordando com uma fã:

Com certeza Léo não esperava toda a repercussão negativa, graças ao analfabetismo funcional e necessidade de militância, que iria encontrar.

Apesar de, num primeiro momento, ter se posicionado a favor do seu direito à liberdade de expressão, logo apagou os tweets e pediu desculpas.

Esse caso é perfeito para ilustrar exatamente como a cultura do cancelamento trabalha: um meme inocente (e, convenhamos, engraçado) acabou se tornando um motivo para que ele fosse atacado e recebesse o título de machista.

Mesmo após se desculpar Leonardo perdeu seguidores no Instagram e no Twitter, além de ter sido atacado por diversos comentários.

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