“Maníaco do Parque” do MS que foi solto em 2021 é preso após voltar a praticar estupros

Maníaco do Parque de MS

E mais uma vez a impunidade da “justiça estatal fez suas vítimas. E o criminoso da vez foi um estuprador que havia sido solto após ter sua pena reduzida e após isso havia voltado a cometer seus crimes novamente.

José Carlos de Santana Júnior, conhecido como “Maníaco do Parque” do Mato Grosso do Sul, que havia sido preso em 2007 por ter abusado sexualmente de 10 mulheres, foi preso novamente após ter praticado mais 5 estupros este ano. O criminoso havia sido condenado a 34 anos de prisão em regime fechado, mas acabou sendo solto em 2021, após cumprir apenas 14 anos da pena.

Operação “Incubus”

José Carlos foi preso na tarde da última segunda-feira (2), durante Operação Incubus, da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher). A operação levou o nome da entidade chamada “Incubus“, que segundo lendas e tradições, é um demônio na forma masculina que procura mulheres adormecidas a fim de ter uma relação sexual com elas. A versão feminina é chamada de súcubo.

Além da acusação de estupro, José Carlos também foi acusado de porte “ilegal” de armas. Após passar por uma audiência de custódia, nesta quarta-feira (4), a Justiça lhe concedeu liberdade pelo “crime” de porte ilegal de arma de fogo. No entanto, o ex-presidiário ficará preso devido ao mandado de prisão que estava aberto em razão das denúncias de estupro.

‘Maníaco do Parque de MS’ passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (4). — Foto: Redes sociais/Reprodução

Em entrevista ao G1, a delegada Eliane Benicasa afirmou que o Maníaco tinha um modus operandi para cometer os crimes sexuais. Segundo ela, José se aproximava das mulheres fingindo utilizar o telefone, e então abordava e perseguia as vítimas. Depois da perseguição, o ex-presidiário levava as vítimas para o veículo, onde as estuprava.

No começo da manhã da última terça, a Polícia Civil por meio da Operação Incubus trabalhava com a informação de quatro vítimas mais recentes. Entretanto, ao longo da tarde, a 5ª vítima, uma adolescente de 14 anos, procurou a delegacia para prestar queixa sobre a agressão sexual sofrida por parte do Maníaco.

“Essa adolescente foi importunada durante uma corrida por aplicativo. A menina estava no carro, quando o suspeito a importunou, ela abriu a porta do veículo e fugiu. A vítima reconheceu o suspeito pelas imagens e notícias divulgadas pela imprensa”

informou a delegada responsável pelo caso, Analu Ferraz

Todas as cinco vítimas que procuraram a Deam reconheceram o suspeito. Os casos das vítimas menores de idade foram encaminhados para investigação na Delegacia Especializada no Atendimento à Crianças e Adolescentes (DEPCA).

Primeira prisão em 2007

Como já dito no início do artigo, José Carlos teve sua primeira prisão em 2007 após ter estuprado 10 mulheres no Parque das Nações Indígenas. Devido aos seus crimes, José Carlos recebeu a alcunha de “Maníaco do Parque das Nações Indígenas, ou “Maníaco do Parque” de MS.

José Carlos foi condenado a 34 anos de prisão em regime fechado. No entanto cumpriu apenas 14 anos da pena no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), sendo liberado da prisão em 2021. 2 anos após deixar a prisão, o Maníaco voltou a atacar, estuprando as 5 vítimas mais recentes, sendo duas menores de idade. Uma com 14 anos e a outra com 17.

Vítimas da impunidade

Mesmo recebendo 34 anos de prisão, o estuprador cumpriu bem menos da pena. Sem falar que a falta de segurança foi convidativa para o criminoso. Além da certeza de que a justiça estatal seria branda com ele, José Carlos também contava com a certeza de que as vítimas não teriam meios de se defender nem quem pudesse defendê-las.

E grande parte disto se dá pela proibição estatal dos cidadãos poderem andar livremente armados para garantir sua própria segurança. O que os deixa vulneráveis diante de criminosos inescrupulosos. Além das regulações e elevada carga tributária que inviabiliza os serviços de segurança privada e os torna menos acessíveis. Sem falar na ausência de direitos de propriedade sobre ruas e espaços “públicos”, onde poderiam haver pessoas responsáveis por zelar por tais lugares.

O estado além de ter falhado em punir de forma efetiva e garantir que tal criminoso permanecesse longe da sociedade civilizada, basicamente facilitou para ele atentar contra suas vítimas. Além de todas as intervenções que retiram qualquer possibilidade dos indivíduos garantirem sua segurança.

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