quinta-feira, junho 8, 2023

Neymar sonegou foi pouco

Neste clima de Copa do Mundo, outras coisas além de lances e gols fizeram o tema futebol estar em alta nas discussões do país. No caso, a dívida do jogador Neymar Jr. da seleção brasileira de mais de R$ 88 milhões em impostos, que vem sendo um dos assuntos mais comentados do momento.

Entre os comentadores sobre o assunto, se destacam o do público mais a esquerda. O mesmo público iludido com a ideia de que cabe ao estado e que ele é capaz de prover serviços essenciais para a população (saúde, educação, segurança, etc).

O mesmo público que ignora a velha máxima do grande economista francês Fredéric Bastiat:

O Estado é aquela grande ficção onde todos acham que podem viver às custas dos demais. 

Fredéric Bastiat

Iludidos pela promessa do estado assistencialista, eles entendem que tais benesses seriam impossíveis sem a espoliação via impostos, principalmente dos mais produtivos da sociedade. Afinal, apenas por meio do roubo (impostos) o estado e os serviços que ele oferece, podem se manter.

É crime ser rico

Já e lugar comum na esquerda demonizar todos os ricos como responsáveis por todas as mazelas dos mais pobres. Em um misto de inveja com ignorância econômica, muitos à esquerda acreditam na noção equivocada de que para alguém enriquecer, precisou retirar de muitos outros. (Neste artigo é demonstrado o quanto esse raciocínio é equivocado).

E o jogador Neymar já é uma personificação do “rico malvadão” no imaginário esquerdista. Pouco importa que ele tenha chegado à sua posição por meios honestos.

Some isso à ousadia de Neymar em manter os frutos do seu trabalho com ele mesmo, e então temos um odioso rico que não quer contribuir com a generosidade do papai estado. Pois segundo esquerdistas, o papai estado sabe distribur melhor este dinheiro com os mais necessitados e não enriquece nenhum dos políticos e burocratas que o gerenciam.

(leia este artigo para entender o quanto a ideia de que há serviços que somente o estado pode oferecer é falaciosa.)

Abaixo, alguns exemplos do “amor que venceu o ódio”, destilando seu ódio contra o Neymar por ele se recusar a ser roubado:

Este aqui acha que a única forma de obter os serviços descritos por ele é roubando alguém:

Este outro ao invés de se indignar com o parasitismo estatal pede que o outro seja expropriado também:

Pelos tweets, chega a ser horrendo perceber o quanto muitos brasileiros acham que não apenas a expropriação é a única forma de obter os vários serviços apontados, como que deve ser visto como algo louvável. Uma sociedade baseada na mentalidade parasitária, ao invés da produtiva, está fadada à ruína.

A sonegação de Neymar como um ato de heroísmo

Ao sonegação do Neymar é um verdadeiro ato de heroísmo, pois ninguém deve ser obrigado a fornecer sua propriedade ao estado ou qualquer pessoa, independente da justificativa. Por mais nobres que as justificativas pareçam, nada justifica a expropriação daquilo que você obteve por meios honestos!

Ao sonegar, Neymar está se rebelando contra este sistema parasitário. Sistema parasitário este que ilude os incautos com migalhas de tudo o que ele rouba dos cidadãos. Migalhas estas muito abaixo do que poderiam obter em uma economia verdadeiramente livre!

Ao não colaborar com o estado e seu parasitismo, Neymar, mesmo que não conscientemente, exerce um papel de resistência e contribui com o enfraquecimento do Leviatã. Cada “Neymar” que sonega é uma bomba jogada na máquina estatal.

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