O estado não têm nenhum interesse em criar qualquer solução eficiente

Não espere o estado para resolver seus problemas – ele só irá atrapalhar. Vamos exemplificar com uma história real a seguir.

As geladeiras antigas – nas primeiras décadas do século passado – eram grandes gabinetes de aço inox pintados, com trancas ou fechaduras por trava externa. Era muito comum crianças se esconderem lá dentro para brincar e morrerem asfixiadas, infelizmente.

No sul dos EUA, não me lembro exatamente em qual estado, um fazendeiro rico perdeu uma filha de 8 anos que entrou na geladeira para brincar de pique-esconde com os irmãos e vizinhos. O pai, extremamente triste com a situação, teve a idéia de fazer uma campanha nacional para alertar as famílias sobre o perigo de crianças brincarem com geladeiras.

Logo um político influente da Flórida abraçou a idéia e alguns grandes magnatas da mídia, deputados e outros burocratas do alto escalão do governo federal resolveram aderir à tal campanha. Um figurão das comunicações em Nova York percebeu que seria extremamente lucrativo usar do infinito dinheiro do contribuinte, e a campanha poderia ser universalizada por todos os meios de comunicação em massa por tempo permanente – afinal era por uma causa muito nobre!

Os políticos, seus acessores, os donos dos grandes veículos da mainstream media, estavam se reunindo, todos muito empolgados com a idéia de usar os impostos do cidadão americano para uma “finalidade tão elevada” e já se cogitava estender a campanha ao Canadá.

Foi quando um jovem engenheiro de produção de Detroit, que havia passado pela indústria automobilística e agora estava incumbido de desenvolver um novo refrigerador mais leve, mais eficiente e mais barato, tomou conhecimento da campanha. Ele achou muito estranho que havia tanta gente envolvida na tal campanha, mas nenhum era da indústria de refrigeração.

Inconformado, o engenheiro teve uma daquelas idéias óbvias, mas que de tão óbvias, todo mundo ignorou: criar uma porta que não precisasse de trava ou tranca. Foi muito rápido até descobrir que colocar imãs nas portas das geladeiras seria muitíssimo mais eficiente e barato que qualquer campanha.

Os diretores das principais fábricas de refrigeradores abraçaram de imediato a idéia e os políticos e grandes barões midiáticos – para surpresa de ninguém – tentaram sabotar a iniciativa, alegando que as portas não ficariam bem fechadas. Depois de alguns testes, criaram o protótipo da geladeira segura e funcional ideal: sem trancas, mais leve e com fechamento por imã.

Os políticos e grandes anunciantes do governo não esconderam sua frustração, apesar disso em alguns meses todas as linhas de produção da indústria de refrigeração estavam adaptadas para o novo modelo.

Moral da história: o estado e seus parceiros não têm nenhum interesse ou estímulo para criar qualquer solução eficiente em qualquer área. Soluções criativas e eficientes poupam o dinheiro do pagador de impostos e não enriquecem burocratas, cartéis ou oligopólios. Empreendedores competindo no livre mercado sempre farão muito mais por você (e estão pensando no bolso deles) que burocratas e políticos (que alegam estarem pensando em você).

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