Show “gratuito” de Madonna no Rio de Janeiro conta com patrocínio de R$ 20 milhões do governo e prefeitura

Show da Madonna em Copacabana

O famigerado show “gratuito da cantore pop americana, Madonna, tem data marcada para o dia 4 de maio. O show conta com a expectativa de 1,5 milhão de pessoas, e será realizado na praia de Copacabana. O que não está sendo tão comentado, é o patrocínio de R$ 20 milhões do governo e prefeitura do Rio para o evento.

Apesar do principal financiador do show ser o Banco Itaú, o governo e prefeitura também irão contribuir com um patrocínio generoso, sendo R$ 10 milhões por parte do governo do RJ e outros R$ 10 milhões por parte da prefeitura do Rio de Janeiro.

O show

O show de Madonna será realizado dia 4 de maio na orla da Praia de Copacabana, em frente ao Hotel Copacabana Palace, próximo ao Posto 2. O show, com entrada gratuita, deverá comportar 1,5 milhão de pessoas. Milhares de brasileiros estão vindo de diversas parte do país só para ver esse show.

O evento tem como idealizador e principal financiador, o Itaú Unibanco, que está usando o show para comemorar seu centenário.

Justificativas para o patrocínio estatal

Como já dito, além do Itaú Unibanco, o estado e a prefeitira do Rio também arcarão com os custos do evento. Em entrevista, o governador do RJ, Cláudio Castro, tentou justificar o “investimento”, afirmando que poderá trazer “retornos” ao estado.

“O patrocínio do estado e da prefeitura foram negociados juntos. Eram R$ 20 milhões. Um deu R$ 10 (milhões) e o outro deu R$ 10 (milhões). Não teve o estado chegando no final. O que acabou só sendo divulgado no final agora. Mas é um evento do estado e município juntos. Isso é igual à lógica da pessoa pobre, que é endividada, que faz tudo para pagar uma boa faculdade para seu filho para ele poder crescer e não passar dificuldade. Ou a gente investe e coloco o Rio em cenário internacional e a gente volta a crescer no nosso turismo, volta a crescer no setor de serviços, ou o Rio de Janeiro nunca vai sair da situação difícil”

afirmou o governador

E continuou:

“É um evento que coloca Rio num cenário mundial. Só se fala neste show no mundo inteiro. Considero um acerto estar fazendo (o patrocínio), entendo o ganho para a cidade. A perspectiva para retorno é de R$ 300 milhões. Ganha turismo, ganha cultura, e o Rio se coloca num cenário de grandes espetáculos”

A falácia econômica por trás do patrocínio público ao show

O governador Cláudio Castro usa da velha falácia estatista de que certos gastos do governo podem trazer “investimentos” para a sociedade. Ele tenta vender tal ideia apontando para a expectativa da geração de R$ 300 milhões para a cidade do Rio de Janeiro com o show.

O problema nesta análise, é que ela ignora o fato de que tal dinheiro usado no show poderia estar atentendo aos fins mais urgentes daqueles que o forneceram via impostos (roubo). Se o estado parasse de roubar todo esse dinheiro por meio de impostos, haveria uma atividade econômica muito mais insensa no Rio de Janeiro. Com muito mais poupança, e consequentemente mais investimento privado.

É óbvio que faz sentido do ponto de vista estatal, a expectativa sobre os R$ 300 milhões que serão gerados pelas atividades econômicas realizadas durante o evento. Valores estes que poderão gerar volumosos impostos para os cofres públicos, e não esqueçamos também do governador, prefeita e de todos os seus conchavos.

Mas também não esqueçamos que aquilo que é bom para o estado é sempre ruim para o indivíduo.


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