sábado, dezembro 3, 2022

SUS tem redução de 89% de sua fiscalização em 8 anos

De acordo com especialistas, a redução de fiscalização levou a um aumento de corrupção envolvendo o sistema

De acordo com especialistas consultados pela CNN Brasil, houve uma redução de 89% da fiscalização do SUS nos últimos 8 anos. O Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), responsável pela auditoria e fiscalização, teve uma queda constante em todo o território nacional. Ainda de acordo com especialistas, tal redução permitiu um maior número de fraudes.

Segundo a ex-auditora do Denasus e hoje presidente do Unasus-Sindical, Solimar Mendes, a falta de fiscalização levou a um aumento dos casos de fraudes e desvios de verbas que prejudicaram várias pessoas que por falta de equipamentos e insumos ficaram sem atendimento médico adequado.

Apesar da CNN Brasil, com base em dados do Ministério da Saúde, afirmar que essa queda na fiscalização está se intensificando desde 2018, ela já vinha tendo uma queda acentuada a partir de 2012, com uma breve reversão entre os anos de 2015 e 2016 mas retornando a queda depois desse período.

Desvios de verbas para empresas que prestavam serviços ao SUS

Apesar dos altos valores repassados pela União às empresas que prestam serviços aos SUS, muito desse dinheiro não era investido na melhoria e qualidade no atendimento aos pacientes.

Em um dos casos apurados pela Denasus, a Result Medicina Diagnóstica, durante uma vistoria, não apresentou comprovantes de exames realizados para o SUS no município de São Gonçalo (RJ). Ao visitar o laboratório, os auditores descobriram que a empresa operava com equipamentos obsoletos e não seguia as melhores práticas. Como resultado, foi solicitada a devolução de R$ 1,8 milhão referente aos exames pagos pela Saúde à empresa entre 2009 e 2016.

Um outro caso foi o da empresa de táxi aéreo da Branco Aerotaxi, que possuía contratos firmados com a Secretaria de Saúde do RJ e deveria prestar o serviço de locomoção dos pacientes que moravam longe dos hospitais. À mesma foi solicitado a devolução de R$ 1 milhão, uma vez que se constatou que os valores não eram compatíveis com os serviços oferecidos.

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