sexta-feira, dezembro 3, 2021
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Vacinação em Israel – uma breve retrospectiva

Em Israel, grande parte da população está vacinada com pelo menos uma dose (67% de uma população de 9 milhões de indivíduos). E demonstra na prática, o motivo de uma grande preocupação e insegurança em relação ao estado e a vacinação.

Ao todo foram 8140 mortes confirmadas até o dia 12/11/2021 com aproximadamente 1,33 milhões de pessoas contaminadas, segundo os dados do OurWorldInData.

Fazendo uma breve retrospectiva, é importante notar o fato de como a narrativa para as vacinas vem se desenvolvendo ao longo desse período de crise.

30/09/2020

Foi o primeiro “pico da pandemia” em Israel, segundo noticias da época a taxa de ocupação de leitos chegou a 95%.

Em 19/12/2020

Netanyahu toma primeira dose da vacina, para dar “exemplo” para a população.

27/01/2021

Momento em que a vacinação chegou a 30% da população israelense. Também foi o momento em que a vacinação israelense estava sendo tomada como ‘exemplo’

Após o dia 27

O governo israelense que deu início muito rapidamente a vacinação da população, tomando para si o holofote de pioneira da vacinação e um exemplo a ser seguido pelos Estados no “combate a pandemia”, estava naquele momento sendo conduzido por Benjamin Netanyahu que tinha seu comando ameaçado, e que mais tarde viera a ruir.

Na época que isso ocorreu faltavam 2 meses para as eleições mais próximas daquela época, e como é de se esperar, é possível que Netanyahu possa ter acelerado as compras da vacinas para fazer seu jogo político e garantir sua posição no governo, com relatos de que o mesmo comprava pelo dobro do preço na época, porém seus esforços foram em vão já que ele não conseguiu se sustentar e hoje o primeiro ministro é Naftali Bennett.

Nesta época também Israel vivia uma situação que era muito comum em todos os países na época que era um acentuado crescimento de casos e de mortes pelo Covid-19, que após a inserção da vacina veio a diminuir seu crescimento

Porém, após esse período, surgiu um novo e acentuado crescimento de contaminações e mortes, com a justificativa de que mutações, como a variante delta, possam ter resistências as vacinas e influenciado no mesmo.

01/06/2021

Houve a escrita de um artigo da Science, chamado “Israel relata ligação entre casos raros de inflamação do coração e vacinação do COVID-19 em homens jovens”, homens jovens neste caso com idade entre 16 a 24 anos, cuja ocorrência é entre um em 3000 e um em 6000 homens que receberam a vacina e que desenvolveram a doença.

Israel fez sua vacinação com as vacinas da Pfizer (a maior parte). Neste mesmo artigo há a menção de que houve – dois casos de miocardite fatal também foram relatados em Israel, mas o painel diz que as investigações dessas mortes foram inconclusivas; um paciente pode ter tido uma síndrome inflamatória mais generalizada e o outro diagnóstico “não foi verificado”, diz o relatório. – neste mesmo artigo é possível encontrar outras informações.

08/09/2021

Momento em que a vacina chegou a 62% da população. Foi neste momento em que houve o começo da desaceleração da vacinação. Foi neste momento em que a variante delta chegou em Israel. E também o começo de uma diminuição de vacinados.

Atualmente, há uma certa estagnação nas vacinações em Israel e o que justifica a estagnação de número de vacinações é o fato de que o restante da população que não foi vacinada é composta em grande parte por crianças de 5 a 11 anos de idade.

Importante ressaltar que há esforços do governo para que as crianças comecem já o processo de vacinação em Israel. Adolescentes de 12 a 15 anos já podem ser vacinados assim como os jovens.

O que esperar daqui pra frente

Cada vez mais fica claro que a narrativa de que após a vacinação de toda população garantiria a proteção total contra o vírus cai por terra. Isso não quer dizer que a vacina seja ineficaz, apenas que ela não é uma garantia de proteção total contra o vírus, e o fato de haver novas cepas gerando novas contaminações é um risco que pode ocorrer mesmo com toda a população vacinada.

A ideia da vacinação obrigatória não apenas é uma posição antiética, mas também baseada numa ideia errônea de que a vacinação total é uma garantia 100% eficaz contra a doença. Também é preciso ter em mente que o Covid-19 possui uma taxa de mortalidade extremamente baixa se comparado com outras viroses e que o único agravante é o alto risco de contaminação que leva a um maior número de óbitos.

No entanto, como já foi dito, por mais que seja preocupante o caso do alto número de mortes que possam existir, mesmo que sejam menos de 1% de todos os casos de contaminação, nada justifica a vacinação obrigatória e outras medidas autoritárias para o combate à doença, cabendo a cada um decidir como lidar com ela. Sem falar também que nenhuma medida vem se mostrando 100% eficaz, o que mostra que talvez se esteja lidando com um caso a qual não há 100% de controle sobre a situação.

Ainda há o agravante de violação das liberdades individuais, que apenas pioram a situação, além dos confinamentos forçados que levam a uma estagnação econômica igualmente prejudicial à doença.

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