quarta-feira, agosto 17, 2022

Varíola dos macacos: há risco de uma nova ditadura sanitária?

A preocupação da vez da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a varíola dos macacos, uma doença que foi identificada pela primeira em maio deste ano e vem preocupando especialistas da Saúde.

Segundo pesquisas mais recentes sobre a doença, o perfil do público mais atingido é de homens, gays e bissexuais da faixa dos 40 anos. Segundo os estudos, a doença pode ser transmitida através do contato com ferimentos e objetos contaminados, no entanto, a boa sexual é a principal forma de transmissão.

Para evitar que o principal grupo atingido pela variola dos macacos sofra preconceito, os especialistas (com viés politicamente correto) tentam enfatizar que é possível que a doença não seja restrita a esse grupo, e que ela vá atingindo pessoas heterossexuais também. Talvez isso seja possível, e só o tempo dirá, apesar do fato de durante os 10 meses em que essa doença se manifestou em mais de 60 países, esse tehha sido o público atingido em mais de 90% dos casos.

No entanto, isso não vem ao caso. O que importa aqui, é o risco de enfrentarmos mais uma ditadura por parte daqueles que querem extrapolar sua função de orientar a sociedade sobre sua saúde, para a função de tomadores de decisão final sobre suas vidas.

É importante que especialistas da área da saúde nos orientem em como devemos evitar doenças e cuidar mais de nós mesmos. Mas a decisão final sobre como lidar com isso caberá sempre ao indivíduo.

A falta de uma noção de respeito absoluto ao direito de propriedade de cada um sobre seu corpo abre brechas para que toda tirania do bem surja. Alguém pode objetar que caso a irresponsabilidade de um indivíduo frente a uma doença justifique interferir em sua vida e com isso garantir que ele não contamine outras pessoas.

Quem parte deste posicionamento, pode argumentar que o irresponsável estaria “agredindo” outras pessoas. O grande problema com esse raciocínio, é tomar como certo que todos estarão igualmente sujeitos a contaminação de uma determinada doença, e que és mesmo risco de contágio é para todos, e como se o contagiado fosse o único responsável por evitar sua propagação.

Se alguém está preocupado com a possibilidade de contrair uma doença, cabe a ele tomar todas as medidas necessárias para evitá-la. E aí as vantagens de uma sociedade baseada no respeito absoluto ao direito de propriedade privada entram em cena.

Em uma sociedade baseada no respeito a propriedade, o proprietário decide o que é permitido ou não. Se ele estabelece que pessoas contaminadas com determinada doença, ou que não sigam certas orientações necessárias para evitar sua propagação, ele poderá com isso garantir sua proteção e das pessoas que estiverem em sua propriedade.

Isso daria opções para aqueles que discordam sobre como lidar com uma determinada doença. Quem quer evitar discriminação ou não quer seguir determinadas orientações, é só ir para um local onde não haja essas exigências. Da mesma forma, quem tem preferência por essas exigências, basta frequentar ambientes onde elas estejam presentes.

Deveria ter sido essa postura frente a covid. Mas dado o fato de que vivemos em uma sociedade estatal, infelizmente não foi o caso. E provavelmente também não será no caso da varíola dos macacos.

Infelizmente poderemos ver novamente nossas liberdades sendo tolhidas em nome ds saúde “global”, roubando dos indivíduos o direito de decidir como lidar com ela.

Essas são as implicações de uma sociedade ser regida por estados e seus gestores: toda a decisão sobre que deve ser importante ou não na vida dos indivíduos, inclusive sobre como lidar com determinadas doenças e tudo que ele está disposto a abrir mão para isso, se concentra nas mãos de uma elite soberba que julga saber o que é melhor para todos.

Os indivíduos se tornam meros instrumentos nas mãos dos políticos e burocratas, e a sociedade como um todo se torna um grande laboratório de experimentos de seu modelo social idealizado.

Quando alguém cego pela ilusão de saber o que todos precisam está no poder, ele não enxerga limites para suas ações, por que para ele tudo o que ele e seus colegas fazem é o melhor para todos. Os cidadãos comuns para ele são ignorantes incapazes de cuidar da própria sem sua orientação e ordens.

Para piorar o quadro, muitos cidadãos são fortemente doutrinados nas escolas e pela grande mídia com a visão de que as políticas públicas devem seguir todas as orientações dos especialistas selecionados pelos governantes.

Isso ajuda a criar uma massa de manobra infantilizada e dependente cada vez mais submissa aos mandos e desmandos desta elite tecnocrata.

As paralizações impostas pelos estados contra a covid, além de terem sido uma violação contra as liberdades individuais, trouxeram terríveis consequências econômicas, causando desemprego de várias pessoas, falência de empresas, redução na produção de bense serviços essenciais, e consequentemente, um empobrecimento de boa parte da população.

Novas paralizações para conter a varíola dos macacos poderá causar mais danos ainda, piorando um cenário já iminente de uma crise econômica global.

Nós já tivemos uma economia destruída pelos lockdowns, já temos uma crise econômica global à vista. Mais um “fique em casa” em nome de uma paranóia sobre uma doença que provavelmente não atingirá maior parte do público (assim como o caso da covid) só trará mais miséria para a sociedade.

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