A luta de Bali contra as criptomoedas

Bali contra as criptomoedas

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

O governo da província de Bali recentemente anunciou que vai tomar medidas legais contra os turistas e residentes que utilizarem criptomoedas como pagamento. As punições previstas incluem multa, prisão, deportação e o fechamento de empresas.

A província indonésia de Bali tem o turismo como sua principal fonte de renda. Contudo, como um famoso destino turístico, Bali viu seus visitantes cada vez mais utilizando criptos como forma de pagamento.

Segundo as autoridades locais, o uso de moedas que não sejam controladas pela máfia parasitária local é um crime (alterei as palavras, mas o sentido é esse mesmo). É obrigatório o uso da rupia. Sob a lei da Indonésia, você pode possuir criptomoedas como ativo, mas não utilizá-las para realizar pagamentos. O uso de moeda alternativa pode render prisão de até um ano e multa superior a US$13,000.

Também há medidas que punem aqueles que realizam operações de câmbio sem a permissão do Banco Central. As penas abrangem prisões de até cinco anos e multas que podem ultrapassar 1 milhão de dólares.

Repressão a todo vapor

As forças policiais de Bali prenderam na semana passada um gerente de serviço de aluguel de carros que aceitava pagamento com criptomoedas.

A Divisão Cibernética da Polícia de Bali utilizou a internet para procurar os infratores criminosos. Lá, encontraram anúncios de empresas que aceitavam fazer negócio com pagamento em criptomoedas. As informações adquiridas mostraram que os locais comumente procurados por turistas são o foco da prática, o que envolve, além do aluguel de carros, imobiliárias e cafeterias.

Se passando por clientes, os policiais entraram em contato e iniciaram uma transação, coletando provas durante todo o processo. O gerente foi preso acusado de ofertar serviços aceitando moeda não aprovada pelo governo.

Considerações finais

As criptomoedas são excelentes formas criadas para que indivíduos ganhem praticidade e autonomia frente o sistema bancário regulado e as interferências estatais na economia. É algo esperado que estados queiram limitá-las e proibi-las, pois o uso massificado reduz seu potencial de controle.

Para se proteger, os usuários devem ficar atentos ao seu nível de privacidade e anonimato digital, utilizando moedas e tecnologias capazes de proteger a identidade dos participantes das transações.

A liberdade financeira é um dos pilares sustentadores da liberdade humana. Porém, toda tecnologia apresenta seus limites na mentalidade de seus utilizadores. O correto entendimento dos princípios e razões de ser das criptomoedas é fundamental para podermos usufruir de sua real capacidade. A elite bancário-estatal não será derrotada sem lutar.

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Gabriel Camargo

Autor e tradutor austrolibertário. Escreve para a Gazeta com foco em notícias internacionais. Suas obras podem ser encontradas em https://uiclap.bio/GabrieldCamargo

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