A polêmica sobre a prisão do presidente do PL

Valdemar Costa

A prisão de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), é a polêmica sobre política mais comentada no Brasil neste momento. A prisão do político se deu na manhã da última quinta-feira pela Polícia Federal. Segundo a PF, Valdemar estaria tramando um “golpe de estado” junto ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e outros aliados.

A prisão

A ordem busca e prisão contra Valdemar foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual também foi encontrada uma arma de fogo não registrada, que também foi apreendida pela PF. O motivo para a prisão foi baseada na suspeita de que o presidente do PL estaria conspirando junto ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e outros aliados para realizar um “golpe de estado”.

Segundo investigação da PF, a sede do PL é um dos locais apontados pela investigação como sendo endereço onde ocorreram reuniões para discutir o golpe. Após a prisão, Valdemar foi levado para a sede da corporação para prestar depoimento. No momento o presidente do PL aguarda sob custódia do estado até que Alxandre de Moraes decida se mantém a prisão ou se libera Valdemar para responder em liberdade.

Havia de fato uma conspiração de um golpe?

A prisão de Valdemar faz parte da operação Tempus Veritatis, realizada pela PF sob ordem de Alexandre de Moraes. Além do presidente do PL, há ainda 33 mandatos de prisão e 48 medidas cautelares contra aliados de Bolsonaro que são acusados de fazerem parte de um complô para realização de um “golpe de estado”.

No entanto, como a Polícia Federal concluiu que havia de fato uma conspiração de golpe de estado por parte do grupo investigado? Bom, segundo a PF:

“O grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital”.

Resumindo: para Alexandre de Moraes e para a PF, o simples fato de contrariarem os resultados das urnas eletrônicas, já seria evidência suficiente de que o grupo investigado estivesse planejando um “golpe”.

Mas, mesmo que de fato houvesse a intenção de tal grupo realizar um golpe, o mesmo não possui as condições necessárias para realizar tal feito, como bem mostrei neste artigo. Uma destas condições seria o Exército Brasileiro, que além de rejeitar a ideia de golpe, ajudou a PF na investigação do grupo.

A realidade é que Alexandre de Moraes se vê na necessidade de fortalecer a crença na democracia, e principalmente no atual governo, e para que seu poder e de todo o atual estabileshment político permaneçam sem serem questionados, ele precisa fazer parecer que eles são a única proteção contra um suposto novo golpe militar. E para isso, irão tentar fazer crer que qualquer abuso por partes deles será justificável, afinal, será tudo em nome da “democracia”.

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