Em artigo, jornal O Globo mostra preocupação com o Telegram e defende sua regulação

Em artigo recente, o jornal O Globo mostrou preocupação com o aplicativo russo dos irmãos Nikolai e Pavel Durov, pelo fato do mesmo permitir conteúdos considerados perigosos, como pornografia (inclusive infantil), conteúdos de violência extrema e venda de armas.

A crítica do jornal é devido a política frouxa do aplicativo, e que por isso seria necessário uma intervenção do estado para regular o conteúdo e deixá-lo mais seguro para os usuários.

Outra preocupação também é com a possibilidade dos grupos e canais do aplicativo, por terem capacidade para um grande número membros e inscritos, permitirem um maior alcance para conteúdos que influenciem decisões políticas ou levem “desinformação” para os usuários.

Existe motivo pra tanta preocupação?

É compreensível haver preocupação com certos conteúdos sensíveis, principalmente expondo crianças, porém na nossa perspectiva como libertários, não pensamos que seja justificado punir ou proibir ações não-agressivas, embora eu ache importante que conteúdos como esse sejam evitados.

Uma medida simples seria evitar grupos e canais que expõem esse tipo de conteúdo, e caso uma plataforma inteira seja tomada por ele (o que não é o caso do Telegram) o ideal seria utilizar outras plataformas.

A liberdade para as pessoas desenvolverem aplicativos e plataformas concorrentes que criam suas próprias regras para interação já resolveria muitos desses problemas.

Sobre a questão de venda de armas e qualquer mercadoria obtida por meios não-violentos, não há como justificar a proibição de tal conduta, que além de ser legítima, permite que os indivíduos adquiram bens de forma simples e sem burocracia e muitas vezes com preços mais acessíveis.

Sobre a preocupação com a possibilidade da ferramenta, graças ao grande potencial de alcance de seus grupos e canais, ser usada para influenciar as opções de voto, isso só mostra que os meios de comunicação mainstream, que sempre monopolizaram a transmissão de informação e formação de opinião, temem tanto perder essa fatia de mercado, quanto não poderem manter esse mesmo domínio para influenciar os votos dos eleitores para seus candidatos favoritos.

O que podemos resumir disso tudo é que os meios de comunicação, junto com os políticos e burocratas, não toleram a ideia de perderem cada vez mais poder e influência sobre os indivíduos.

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