quarta-feira, agosto 17, 2022

Lula volta a defender censura da mídia

Em entrevista a CNN, o ex-presidente Lula (PT) volta a defender o controle de rádio, TV e internet. O petista havia voltado atrás sobre o tema, mas agora volta a defender a pauta com a justificativa de “democratizar” o discurso.

Na entrevista , Lula afirmou que pretende garantir um “direito” de resposta a qualquer afirmação da mídia e que haja pluralidade de ideias, já que os principais meios de comunicação no Brasil estão sob comando de 9 famílias.

Segundo ele, o fato dos meios de comunicação não terem dado a ele o direito de resposta permitiu que apenas a narrativa sobre ele ser culpado das acusações predominasse.

“Quando a gente fala em censura, vamos ser francos, nós passamos um período em que nenhuma acusação tinha resposta na televisão porque não se permitia. O meu advogado, o [Cristiano] Zanin, entrava com pedido de resposta, simplesmente era negado”, disse.

Disse o Petista

Ainda segundo ele, essa medida não é uma forma de censura, mas de garantir que a população tenha acesso a “vários pontos de vista” e que isso garantiria uma “democratização” dos meios de comunicação.

Resumindo: Lula teme que qualquer discurso desfavorável a (por mais que seja verdadeiro) ameace sua carreira política, como já aconteceu.

O direito de resposta (ou de mentir?) Permitiria a ele contrapor qualquer oposição, mesmo quando a informação for verdadeira. Por mais que a grande mídia tenha sim, um viés ideológico e político claro, é inegável que tudo que foi exposto sobre ele seja verdade, mesmo que tenha sido com o intuito de desavorece-lo em benefício de um candidato favorito.

No entanto, essa mesma situação de hegemonia ideológica que Lula diz querer combater, é fruto justamente da regulação da mídia, que cria barreiras artificiais para concorrência e ainda possui subsídios estatais graças aos políticos com ela associados.

Pra nossa sorte, na era da internet fica muito mais fácil driblar isso. No entanto, Lula também diz querer regulamentar a internet, caso seja eleito. Mesmo que ele não seja tão bem sucedido quanto pretende, isso caso seja praticado poderia implicar uma grave violação da liberdade de expressão dos usuários, e favoreceria as plataformas a ele coligadas, como já acontece na grande mídia, inclusive em favor a ele, que Lula finge não existir.

É inegável que os portais da grande mídia vem sendo mais favoráveis a Lula para fazer oposição a Bolsonaro (outro político tão demagogo quanto Lula e os demais). A grande mídia não tem um posicionamento político fechado. Ela apoia quem favorecê-la.

Para fechar o combo da entrevista, Lula ainda diz ser contrário a privatização (o que o estado chama de privatização, quando na verdade são concessões para apadrinhados), afirmando que tal medida é típica de governos incompetentes e que o ideal é uma parceria público -privado com forte participação do povo.

Na prática será o mais do mesmo, com o estado mantendo maior controle com as estatais e cedendo frações par empresários coligados com os políticos. Enquanto isso, estes mesmos políticos fingem cuidar das estatais para o povo, mas na prática é sempre para benefício próprio.

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