Oligarcas e políticos brasileiros se encontram em conferência nos EUA

Oligarcas e políticos brasileiros se encontram em conferência nos EUA

No último sábado e domingo, em Hyatt Regency Cambridge (Boston/MA), foi realizado a Brazil Conference 2022, evento que reuniu autoridades políticas brasileiras, corporativistas e integrantes da grande mídia, para discutir “temas importantes da atualidade”.

O evento recebeu diversos nomes como Luis Roberto Barosso, do STF, e os pré-candidatos ao Planalto Simone Tebet (MDB), João Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), além de celebridades como o apresentador Luciano Huck e o megainvestidor Jorge Paulo Lehmann. Eles discutiram temas como política, economia, cultura e sociedade.

No evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso, disse que o papel dele na democracia é institucional e não político. “Nós precisamos no Brasil, restabelecer o poder da verdade”.

A pré-candidata à presidência da República Simone Tebet afirmou que seu partido, o MDB, o União Brasil e o PSDB decidirão por uma candidatura única.

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República João Doria (PSDB) definiu sua agenda como “liberal social” para conversar com um eleitorado mais ao centro. “Antes de iniciar minha vida pública, há seis anos, eu era um liberal. Mas eu vi a dimensão real da pobreza quando assumi a prefeitura e o governo do Estado de São Paulo”.

O também candidato a presidência Ciro Gomes, em meio às especulações sobre quem será o vice nesta eleição, o pedetista afirmou que deve escolher a composição para a chapa apenas em julho.

Ainda no evento, o oligarca brasileiro Jorge Paulo Lehmann disse que Brasil terá “novo presidente” em 2023, afirmação que causou polêmica entre os eleitores brasileiros.

No sábado, o evento contou com a sabatina do ex-presidente Michel Temer, o qual falou que “Se Alckmin for igual a mim, Lula terá grande vantagem”. Também nesse dia foi sabatinado o ex-juiz Sérgio Moro. Ainda no sábado também foi sabatinado o senador Jaques Wagner, representando o candidato a presidência Luís Inácio Lula da Silva.

A coisa ficou pior no domingo, quando teve um debate intitulado “Instigando o Pioneirismo em Blockchain e Criptomoedas”, nele participaram Fabio Araujo, Coordenador dos Trabalhos Sobre a Moeda Digital do Banco Central (isso mesmo), André Portilho, Head of Digital Assets do BTG Pactual, entre outros.

No mesmo dia ainda teve um debate intitulado “Instigando a Defesa à Democracia”, nele participaram o ministro Luís Roberto Barroso, a deputada Tabata Amaral, e Atila Roque, Diretor Regional da Ford Foundation.

As implicações disso para nossa liberdade

A cada ano fica cada vez mais perceptível a relação inversa entre o desejo da elite política e econômica brasileira – capitaneada majoritariamente pela esquerda burguesa – e o desejo do restante da população. Enquanto a elite política e econômica avança em direção ao socialismo, à censura nas redes e perseguição à liberdade de expressão, o povo parece estar cada vez mais reconhecendo os valores de liberdade.

Nos próximos anos, veremos ataques cada vez mais massivos contra a liberdade de expressão e contra a prática da contra economia, bem como toda e qualquer medida vinda povo em direção a mais liberdade e menos dependência do sistema.

As constantes reuniões entre a elite política e a elite econômica brasileira em busca de uma solução conjunta contra liberdades individuais e uma possível revolta do povo, nos leva a lembrar a icônica frase de Rothbard: “Sempre que surgir um grande empresário abraçando com entusiasmo a parceria entre governo e empresas, senhoras e senhores, é bom ficarem de olho em suas carteiras, vocês estarão prestes a ser espoliados”.

Artigo escrito por Alex Motta

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