Protestos contra o lockdown na Áustria

No último sábado (20), milhares de manifestantes se reuniram em protestos contra o lockdown que o governo da Áustria quer impor contra os não vacinados para combater o avanço do covid, que persiste apesar de 66% da população estar vacinada com as duas doses.

Os Protestos se concentraram em Viena, capital da Áustria, e foram e o Partido da Liberdade está entre aqueles que convocaram o protesto e prometeram combater as novas restrições. No protesto, muitos manifestantes carregavam cartazes com dizeres como “não à vacinação”, “já chega” ou “abaixo a ditadura fascista”


A Áustria se tornou o primeiro país europeu a retomar o lockdown por temor de uma 5 onda, medida está que será aplicada na próxima segunda feira (22).


Segundo a polícia local, cerca de 35 mil manifestantes se reuniram com cartazes “ abaixo a ditadura fascista”.
Entre as reivindicações dos manifestantes, temos a recusa e resistência de um lockdown total e “ não a vacinação obrigatória”.

Governo da Áustria aposta na retomada do lockdown para conter o covid

De acordo com o chanceler da Áustria, Alexander Schallenberge, o novo lockdown durará pelo menos 10 dias e que haverá uma exigência legal a partir de 1º de fevereiro de 2022 para que as pessoas se vacinem. O mesmo reclama o fato de muitos dos não vacinados persistirem em não obedecer as exigências do governo para combater o vírus.

Apesar do governo da Áustria e da grande mídia com viés progressista afirmar que a Áustria possui uma taxa muito baixa de vacinados, a verdade é que taxa de vacinação está apenas 2% abaixo da média dos países europeus e 13% abaixo dos países europeus mais vacinados, e ainda assim os surtos de covid persistem, com o número de mortes no entanto, relativamente baixos.

Protestos contra lockdown também na Holanda

Na Holanda também houve protestos de opositores contra a retomada do lockdown nos país, o que levou o governo à acionar as forças policiais para conter os protestos, o que levou à confrontos dos manifestantes com os policiais.

OMS preocupada com quinta onda de covid

De acordo com o diretor da OMS Hans Kluge, há uma preocupação da organização com a possibilidade de uma quinta onda do covid, na qual ele especula que poderão morrer até 500 mil pessoas, dado o aumento de casos de covid continuarem a crescer, mesmo após os longos períodos de lockdown e da Europa ter uma taça de vacinados com duas doses de 68%, com alguns países chegando à 79% da população vacinada com as duas doses da vacina contra o Covid-19.

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