quarta-feira, julho 6, 2022

Socialismo e hiperburocratização

Uma das características básicas do Socialismo é a hiperburocratização. E a hiperburocratização leva necessariamente à hiperjudicialização.

E hiperjudicialização não é nada além de uma usurpação dos direitos naturais do indivíduo e seu posterior comércio por agentes do estado ou fora dele. Lembrando que um direito natural é inerente à própria condição humana.

Integridade física, manter propriedades, liberdades essenciais, portar armas, livre associação e secessão, direito de inclusão e exclusão privados, livre empreendedorismo e legítima defesa são exemplos de direitos naturais. Direitos naturais não têm absolutamente nada a ver com direita e esquerda (pelo menos nas definições do mainstream político) ou ideologias políticas.

Direitos naturais e propriedades precedem qualquer ordenamento estatal. E, por consequência lógica, qualquer ordenamento jurídico só é natural, se existe para proteger os direitos naturais. Quando algum parlamento, alguma suprema corte ou qualquer tipo de governo ou organização social passa a deliberar sobre o que são direitos, temos aqui uma usurpação em massa.

Direitos naturais não podem ser revogados por ninguém sem cair em uma barbárie. Quando você precisa pagar para o estado não te agredir você percebe que já está na pior das distopias. Em um ordenamento de direito natural, cada indivíduo tem o direito de não ser agredido.

Se burocratas impõe multas, prisões e toda uma legislação positivada, com dezenas de milhares de legislações, é porque temos uma indústria de litígios em pleno funcionamento. Toda essa barbárie é fruto de um ataque sistemático à ordem natural. Legalismo estatal nada mais é que uma depravação satânica e degenerada.

Quanto mais burocratas criando regras e quanto mais burocratas trabalhando pelo enforcement de tais regras, mais sua liberdade está ameaçada. E mais seus direitos naturais passam a ser comercializados.

Você tem que pagar para não ser agredido pelo estado (impostos) pagar para não ser preso por alguma regra arbitrária (honorários advocatícios, habeas corpus, fianças) pagar para exercer seus direitos (licenças, alvarás, concessões) e pagar para não ser morto, já que a legítima defesa foi proibida e a segurança estatal se impõe como um monopólio.

Ao mesmo tempo o livre comércio, a livre associação e secessão, o direito privado, a propriedade, enfim, tudo o que é pacífico, voluntário e contratual passa a ser criminalizado.

Quanto maior o estado, maior a repressão, tributação, violência, usurpação de direitos naturais, tirania e hiperburocratização.

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