quarta-feira, setembro 28, 2022

Argentina renova programa de controle de preços

Entenda o problema por trás disso.

De acordo com um comunicado do Ministério do Desenvolvimento Produtivo da Argentina, o governo do país, que já está com uma alta inflação de mais de 50%, irá renovar o programa “Priecios Cuidados” que pretende controlar o preço dos itens considerados “essenciais”. Eles não aprenderam a lição.

Segundo uma nota oficial, o governo do presidente Alberto Fernández fez um acordo com mais de 100 produtoras de uma lista de 1.321 bens considerados essenciais para que estes estejam inclusos no controle de preços. Mas, como bons libertários, sabemos que essa ideia de “produtos essenciais” é uma grande besteira que não leva em conta a subjetividade dos indivíduos: é o desejo de encaixar todas as pessoas em uma cartilha.

O programa terá etapas divididas em trimestres. A primeira etapa de 7 de abril prevê um aumento médio mensal de 2% nos preços de todos os produtos. O lançamento da nova cesta do “Preços Cuidados” ocorreu um dia antes da divulgação da inflação em dezembro.

A decisão do governo para o programa Precios Cuidados em 2022, é que o número de itens na lista seja duplicado – para piorar. A nova lista incluirá itens para armazenagem, limpeza, livros, perfumaria, higiene e cuidados pessoais, itens para bebês, animais de estimação, produtos frescos (laticínios, frios, massas frescas, empanadas e topos de bolo), alimentos e bebidas congelados, entre outros.

O programa

O atual programa consiste em um acordo entre governadores, fabricantes, distribuidores, supermercados e atacadistas, e surgiu em 2013, com o nome “+Prices Care” lançado pela sua atual vice, Cristina Kirchner.

Ele foi mantido na gestão de Mauricio Macri (2015-2019), e foi relançado por Alberto Fernández com uma estratégia própria que incluiu o pedido de congelamento de preços de mais de 1,4 mil produtos até 7 de janeiro do ano passado.

O problema da inflação na Argentina

Um problema que já acompanha a Argentina há muitos anos, a inflação subiu para 51,2% em novembro em comparação com o mesmo mês no ano anterior. Só na divisão de alimentos e bebidas não-alcoólicas, os preços dispararam 50,5%.

Mesmo que para muitos a política de controle de preços possa ser vista como uma solução para contornar a alta causada pela inflação, a “solução” pode se mostrar pior que o problema. Sem um sistema de preços livres, não há como os produtores direcionarem a produção de acordo com a demanda dos consumidores, levando à escassez de vários itens essenciais, os mesmos que o governo diz querer garantir o acesso à população: mas na realidade vão faltar cada vez mais.

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