segunda-feira, outubro 3, 2022

Criptomoedas voltam a subir após grande queda. O quê esperar?

O Bitcoin, Ethereum e entre outras criptomoedas têm sofrido grandes quedas. O preço do bitcoin, a moeda digital mais valorizada do mercado, recuperou o seu patamar acima de US$ 40 mil, nesta segunda-feira.  E, pelo segundo dia consecutivo, o preço do Bitcoin registou uma alta de 3%, sustentando em torno de US$ 42 mil.

Pela manhã, às 9:30, a criptomoeda chegou a ser negociada com subida de 2,76% a US$ 42.118. Enquanto isso, o Ethereum despencou abaixo de US$ 3 mil (R$14,1 mil) segunda-feira, mínima desde meados de março, mas já conseguiu atingir ao nível normal acima de 3 mil.

No entanto, vale destacar que o preço da principal moeda perdeu suporte de US$40.000 domingo, evidenciando queda para mínima de US$ 38.6000. Isso porque o Bitcoin teve pouca liquidez na ausência de negociação de ações nos EUA e na Europa, por culpa do feriado de Páscoa. 

A fraca recuperação econômica global e o intenso medo de uma recessão no Ocidente serviram de pretexto para esta baixa que impactou todo o mercado de criptomoedas

Analistas Goldman Sachs (NYSE:GS) apontaram em nota que as manobras do Banco Central norte-americano (Federal Reserve) para conter a inflação possa levar os EUA a uma recessão (o que na verdade já iria ocorrer de qualquer forma. O banco apenas evitaria um adiamento da recessão). Subsequente, o banco de investimento calculou a possibilidade de recuo econômico — fase do ciclo econômico em que a economia ao total está em contração — nos dois anos seguintes em cerca de 35%, o que não animou os investidores.

Contudo, o Bitcoin enfrentou uma queda significativa para ser considerado uma oportunidade de compra pelos investidores, ainda a curto-prazo. Isso se deve ao fato de grande parte dos compradores ainda o verem como um ativo de ganho rápido, e não como um meio de troca e reserva de valor, sua principal função. Isso explica a queda de segunda-feira pela manhã, vindo a recuperação de 7% à noite no mesmo dia

Assim, apesar do alívio dessa recuperação, o analista Akash Girimath disse que a perspectiva do Bitcoin a curto-prazo é de alta, e não de baixa. O motivo é que desde janeiro, o Bitcoin apresentou três máximas mais altas e duas mínimas mais altas. Esses sinais, quando ligadas por uma linhas ascendentes, chegam em um canal paralelo ascendente.

A última queda fez com que o BTC caísse 9,8% para testar novamente a média móvel de 200 dias em US$ 39.651. As duas últimas tags dessa média móvel fizeram com que o BTC desencadeasse uma alta massiva, mas depois de uma queda para o lado negativo”, afirmou.

Conforme ele, os investidores precisam ter mais cautela nesse cenário. Mas depois dessa subida, os players podem aguardar uma tendência de alta que provoque o BTC  a US$46.198. 

A eliminação desse patamar pode estender a corrida para o nível psicológico de US$ 50.000”, completou

Conclusão

Como dito antes, Bitcoin e outras  criptomoedas tem sido negociados com ampla correlação diante do mercado de ações, especialmente com ações de tecnologia, em uma situação de aperto monetário de muitos bancos globais em uma persistência de enfrentar a inflação; ao passo que, Federal Reserve dos EUA  promete em elevar as taxas de juros várias vezes neste ano e em 2023.

O Bitcoin voltou a marca psicológica normal de US$ 40.000, enquanto o Ethereum subiu acima de US $3.000 nesta semana. Por fim, analistas alegaram ao Coindesk que essa volatilidade está associada a impostos e um ambiente macro marcado de incertezas. Dia 18 de abril, foi o prazo final para os americanos apresentarem suas declarações de imposto de renda de 2021. 

Apesar das crescentes atribuições de alta e queda do Bitcoin, ele sofre impactos de numerosos fatores (seja pela liquidação de contratos futuros ou aumento da inflação).  A procura de encontrar uma única causa mostra-se inconclusiva, pois, na prática, a diferença no preço é do número de investidores dispostos a comprar e dispostos a vender. Visto que quando tem mais pessoas propensas a vender, o preço tende a cair e quando tem mais pessoas dispostas a comprar, o preço tende a aumentar.  Esse movimento das criptomoedas é quase impossível de ser explicado, necessitaria de meses ou anos, de fato.

Independente de toda essa volatidade, o Bitcoin é o melhor ativo de proteção contra inflação

, considerando todas as ameaças que corroem o dinheiro do consumidor.

  • Se quiser entender melhor sobre criptomoedas, leia nosso guia sobre o assunto

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Lucas Guimarães
Internacionalista e cursando MBA em Gestão de Negócios. Atualmente, trabalha na consultoria ULTRAMARES NEGÓCIOS INTERNACIONAIS e integra o grupo internacional Students for Liberty Brazil.
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