Devido à polarização política, 41% dos brasileiros mudariam de país se pudessem, segundo Quaest

41% dos brasileiros querem sair do Brasil devido à polarização política

Segundo uma pesquisa realizada pela Quaest, 41% dos brasileiros gostariam de mudar de país por causa da polarização política. Segundo ela, 41% dos brasileiros sairiam do país caso tivessem condições. O índice em dezembro de 2021 era de 29% e, em dezembro do ano passado, 37%. O estudo intitulado “O que esperar do Brasil?”, fez uma análise com base em dados colhidos até junho deste ano, e teve como tema “como a polarização divide famílias, compromete empresas e desafia o futuro do país”.

O estudo, que foi divulgado pela CNN, afirma que os brasileiros saíram “afetivamente polarizados” e “socialmente calcificados” após as eleições do ano passado. Ele também afirma que houve um aumento no índice de “polarização afetiva”, que trata do afeto dos eleitores em relação aos candidatos adversários aos seus – nesse caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A polarização significa mais distância entre os eleitores de candidatos opostos em termos de seus valores, ideias e visões sobre política. A calcificação significa menos vontade de desertar do seu partido, como romper com o presidente do seu partido ou até votar no partido oposto. Há, portanto, menos chance de eventos novos e até dramáticos mudarem as escolhas das pessoas nas urnas”

afirma o levantamento

Com base nisso, a pesquisa concluiu que o último processo eleitoral e o “enrijecimento” levaram os eleitores a se tornarem “torcedores apaixonados”, e a torcida continua independente da partida estar acontecendo agora ou já ter acabado.

Além de estimular a saída do país, a polarização política, segundo o estudo, influencia em outras escolhas dos eleitores, como escolha cônjuge, quais canais de TV assistir, preferência musical e até mesmo qual igreja frequentar, dependendo do político que o padre ou pastor apoiou nas eleições. Segundo a cNN, a pesquisa Quaest será discutida no “WW – Edição de domingo“, neste domingo (1º), às 22h, com a presença do CEO da Quaest, Felipe Nunes, a professora de Ciência Política da USP Elizabeth Balbachevsky e o professor do Instituto de Estudos Avançados da USP, José Alvaro Moisés.

Polarização política: causa ou consequência?

O estudo feito pela Quaest conclui que a polarização política é a causa para medidas extremas adotadas por muitos brasileiros, como a ideia de se mudar do país. No entanto, a polarização política não se dá sem motivo, e nem é um mero favoritismo vazio. Ela está mais para uma consequência do que para uma causa.

E essa causa seria a crescente insatisfação com o governo do PT na última década. Desde então, muitos brasileiros buscaram alternativas que acreditaram ser uma solução para os problemas causados pelo PT, sendo Bolsonaro a alternativa que tornou mais notória. Óbvio que acreditar na política como solução é uma ilusão. Mas grande parte dos brasileiros ainda a enxergam assim.

Já a polarização política por parte dos petistas pode ser explicada melhor como uma reação à crescente oposição vista como uma ameaça à hegemonia que o PT manteve no país por mais de uma década.

Além destes dois grupos, há aqueles que não possuem esperança em nenhuma figura política existente, como é o caso do influencer Monark, que vem comprando briga com várias autoridades estatais, como Moraes e Flávio Dino. Inclusive já se mudou para os EUA para evitar maiores punições por parte do judiciário brasileiro.

E há os libertários, que rejeitam qualquer alternativa política que seja, e que entendem que não é na política que está a garantia de nossa liberdade.

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