segunda-feira, janeiro 24, 2022
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Idoso assassinado devido à falsa acusação de violência sexual

Um caso lamentável ocorreu nesta segunda-feira (29), onde um idoso acusado injustamente de violência sexual, é um exemplo de como o sistema jurídico estatal é falho em não garantir duras penas para crimes hediondos, inclusive de “punições” injustas, sendo responsável por permitir mais violência contra inocentes.

O caso

De acordo com investigações da Polícia Civil, um idoso que havia sido espancado até a morte por ter praticado violência sexual, era inocente das acusações.

Segundo a polícia, o crime ocorreu no dia 17 setembro na Vila Andiroba, na Região Nordeste da capital. O senhor de 63 anos, que era funcionário da prefeitura e conhecido como “Vô”, foi espancado até a morte em um assassinato brutal.

Segundo a delegada Mônica Carlos, a falsa denúncia foi feita a criminosos da região por uma mulher que tem envolvimento com o tráfico.

Inicialmente, como ele era conhecido como ‘Vô na região’, os traficantes locais não fizeram nada com ele. Pediram autorização [aos chefes do tráfico] se podiam ou não ceifar a vida dele nas condições que foi ceifada. Esse tipo de crime de pedofilia, de estupro, a comunidade às vezes não aceita, não tolera. Naquela localidade não seria diferente. Então, ele foi morto de maneira cruel

Disse a delegada.
Delegada Mônica Carlos coordenou as investigações — Foto: Raquel Freitas/g1

Polícia e criminosos descobrem que a acusação de violência sexual era falsa

No entanto, após o crime, os policiais, até mesmo os autores do crime, descobriram que o acusado era inocente.

Os traficantes assim que tomaram conhecimento de que a suspeita era um boato, expulsaram da comunidade a mulher que fez a falsa acusação de violência sexual contra o idoso.

Porque, da mesma forma que eles não toleram estupro, pedofilia, eles não toleram mentira. E eles viram que mataram um inocente

Disse a delegada.

Busca e prisão dos criminosos

Durante as investigações, a polícia descobriu que a mulher e outras oito pessoas participaram do crime e a prisão delas foi pedida à Justiça.

Na última quinta-feira (25), após a operação batizada de Operação Hemera que contou com 60 policiais, 3 dos suspeitos foram presos. Na casa de um deles, uma arma foi apreendida.

Os trabalhos seguem para tentar localizar os outros cinco foragidos, entre os quais está a mulher que iniciou o boato.

A falha do sistema jurídico estatal em evitar condenações injustas

O caso é um lamentável exemplo de como o sistema jurídico estatal é falho, uma vez que a certeza da impunidade e falta de duras penas, inclusive em casos de erros de condenação como esse, permite que mais punições de inocentes se tornem possíveis.

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