A medicina cubana é o troféu preferido dos intelectuais e políticos de esquerda: um símbolo de sucesso e de propaganda do regime socialista da ilha. Enquanto repetem que “Cuba é exemplo para o mundo”, escondem cuidadosamente o fato de que esse suposto modelo de excelência repousa sobre pilares frágeis: escassez crônica, hospitais deteriorados e tecnologia ultrapassada.

Seus defensores celebram os supostos êxitos de Cuba: índices elevados de saúde, taxas de analfabetismo baixas e a igualdade salarial.

É nesse contexto que o governo da Bahia, fiel à tradição romântica da esquerda latino-americana, anuncia com orgulho o envio de 60 estudantes para “estudar medicina” em Cuba.

As vagas destinam-se a brasileiros de baixa renda, especialmente daqueles vindos das zonas rurais da Bahia, com histórico de militância ou envolvimento em movimentos sociais. Em contrapartida, os formados em Cuba deverão prestar serviços por, no mínimo, dois anos em comunidades rurais baianas.

Enquanto os hospitais cubanos se desfazem com infiltrações, mofo, falta de remédios e pacientes levando toalhas e seringas de casa, e enquanto seus médicos sonham, literalmente, em atravessar o mar para fugir da ilha-prisão, a Secretaria de Saúde da Bahia prefere ignorar a realidade e celebrar um mito.

As estatísticas, claro, são manipuladas pelo governo. As taxas de mortalidade infantil, consideradas uma das menores do mundo, é sustentada por um truque burocrático. Os recém-nascidos só são oficialmente registrados após alguns meses de vida, o que exclui das cifras oficiais todas as mortes ocorridas nesse período inicial.

Sabemos que a medicina, como qualquer área séria do conhecimento humano, depende do intercâmbio livre de ideias, do acesso contínuo a novas pesquisas e, sobretudo, da liberdade para inovar.

Não é de admirar que muitos médicos cubanos abandonem o bisturi para segurar bandejas em hotéis de Havana. É o tipo de “mobilidade profissional” que só o socialismo pode produzir: anos de estudo, décadas de dedicação, e o ápice da carreira é trocar o jaleco por um avental de garçom. Mas, ao menos nos hotéis, existe algo que o hospital estatal jamais poderá oferecer: a possibilidade de receber umas poucas gorjetas em dólar.

Diante de tudo isso, deve-se perguntar: o que exatamente os estudantes baianos vão aprender em Cuba? Que vantagem real existe em estudar medicina em um país de condições precárias, com hospitais sucateados, falta de insumos e equipamentos obsoletos?

Sem acesso garantido a bases internacionais de pesquisa, sem cultura de inovação e sem liberdade para questionar, esses estudantes correm o risco de importar limitações, não excelência. Voltarão com um diploma, mas sem a autonomia científica e técnica que caracteriza a boa medicina.

Cuba jamais se tornou um centro de excelência médica. Nunca produziu uma descoberta relevante, não possui prêmios internacionais de prestígio, tampouco pesquisadores entre os mais citados do mundo. Suas publicações científicas são escassas e pouco reconhecidas.

Enquanto universidades de países livres competem por inovações e contribuem com descobertas de impacto global, a ilha permanece isolada, sem intercâmbio acadêmico, sem liberdade intelectual e sem reconhecimento científico.

Se o governo deseja, de fato, ajudar, que invista em liberdade: ofereça cursos de inglês de excelência, elimine impostos sobre intercâmbios educacionais e facilite o acesso a certificações globais. Assim, esses estudantes poderiam aprender medicina onde ela realmente floresce, nos Estados Unidos, na Europa, ou em qualquer país que valorize o mérito, a inovação e a verdade científica.

Há, contudo, um caminho ainda mais nobre, e infinitamente mais eficaz, do que exportar estudantes para um regime autoritário: a filantropia privada e voluntária.

O Hospital de Amor, em Barretos, é uma prova viva desse princípio. Mantido por doações e pelo vigor do agronegócio brasileiro, o hospital se tornou referência internacional em pesquisa e tratamento oncológico gratuito. Nenhum decreto socialista produziu algo comparável. Isso demonstra que a caridade privada gera resultados que o Estado jamais alcançará.

Se o governo da Bahia realmente quisesse preparar seus jovens para servir às comunidades pobres, poderia incentivar parcerias com hospitais privados, universidades inovadoras e redes filantrópicas nacionais, criando programas de bolsas financiados por empresários e produtores rurais.

O setor do agro, que já sustenta inúmeras obras sociais, poderia investir diretamente em formar médicos competentes, livres e solidários, sem precisar submeter ninguém a uma ditadura estrangeira.

No fim, o caso da Bahia é apenas um sintoma. A prova de como governos alinhados ao socialismo continuam dispostos a importar ilusões travestidas de virtude. Cuba não é exemplo de sucesso, mas o retrato persistente do fracasso.

Se a Bahia quer mais médicos, rompa monopólios corporativos, permita certificações concorrentes, abra o mercado educacional, destrave bolsas privadas, estimule parcerias com hospitais de excelência e redes filantrópicas nacionais. Deixe que empreendedores, pesquisadores, doadores e estudantes escolham, experimentem, errem e vençam. É assim que se forma competência: pela liberdade.


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1 Comment
  • Tom S.
    Tom S.
    novembro 29, 2025 at 8:20 pm

    E como sempre ignoram que as sanções e bloqueios imorais e ilegais contra Cuba, promovem uma destruição na ilha que afeta educação, saúde, habitação e demais setores econômicos. Mas mesmo assim Cuba se destaca e produz medicamentos únicos e eficientes contra câncer e diabetes, únicos no mundo.

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