O Parlamento da Nova Zelândia se prepara para debater um projeto de lei que restringirá o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, com a justificativa de “proteger” os jovens dos possíveis danos decorrentes do uso dessas plataformas, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais, em uma medida semelhante à adotada pela vizinha Austrália.
A iniciativa, apresentada em maio pela legisladora do Partido Nacional, no poder, Catherine Wedd, foi selecionada nesta quinta-feira por meio de um mecanismo que permite que um parlamentar que não faz parte do gabinete apresente uma proposta de lei na Câmara.
Caso não cumpram essas imposições, as empresas poderão enfrentar sanções econômicas.
A medida, que conta com o apoio do primeiro-ministro neozelandês, Christopher Luxon, ainda não tem garantia de aprovação, pois, embora tenha apoio dentro do Partido Nacional, os parceiros da coalizão ainda não confirmaram sua posição.
Luxon alegou anteriormente que esta medida responde a “preocupações” com a saúde mental dos adolescentes, o assédio online, a desinformação e os efeitos negativos das redes sociais na percepção da imagem corporal dos jovens.
A iniciativa faz parte de uma tendência internacional de revisão da regulamentação das redes sociais para menores, e sua eventual aprovação obrigaria as plataformas a adaptar seus sistemas de verificação de idade em um mercado relativamente pequeno, mas simbolicamente relevante, como o da Nova Zelândia.
Em novembro de 2024, o Senado australiano aprovou uma lei semelhante, que entrará em vigor em dezembro deste ano e que o país define como pioneira, proibindo o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, com multas de até 32,5 milhões de dólares (30,7 milhões de euros) para plataformas como Facebook, Instagram ou TikTok que a infringirem.
Matéria publicada no The Freedom Post e traduzida e adaptada por Rodrigo
Opnião: controle das crianças e adolescentes
É claro que o estado neozelandês irá afirmar que está tomando tal medida restritiva para “proteger” as crianças e os adolescentes. Por qual outro motivo os pais iriam tolerar tal restrição?
Mas, dado o interesse dos governantes por controle, não é difícil imaginar as reais intenções do governo da Nova Zelândia: garantir que nenhuma outra influência além da exercida pelo governo através da mídia cooptada e das escolas seja tolerada.
Sem falar que o levante de vários jovens da geração Z em diversos países deve ter emitido o sinal de alerta para o governo neozelandês, fazendo-o perceber que pode ser o próximo alvo de indignação civil da geração mais jovem em algum momento no futuro.
Ele sabe que precisa manter a subserviência do próprio povo. Ainda mais em tempos em que governos estão sendo questionados.

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