As relações de mercado, como trocas de bens, empréstimos mútuos ou comodatos são todas redigidas por um meio comum, o qual é denominado moeda. A mesma permeia de forma tão grande o sistema de mercado que sua alteração pode causar consequências sérias nas relações de produção, causando, entre outras coisas, desemprego e má alocação de recursos.

Para elucidar melhor isso, é conveniente analisarmos o mercado como uma relação entre os ofertantes e os demandantes. A moeda serve como um denominador comum nos preços dos fatores de produção e os bens de consumo. Com isso, acaba se tornando uma ferramenta contábil excelente para os ofertantes.

Quando, por exemplo, um padeiro decide se vai focar sua produção em pães ou tortas, ele analisa os custos das duas alternativas e a especulativa renda futura dessas possibilidades. Isso só é possível devido ao sistema de preços, que por sua vez só pode existir com um meio monetário.

Esses preços transmitem as valorizações conhecidas entre os compradores e os vendedores, atuando na famosa oferta e procura. Podemos chamar esse processo de transmissão de informações por meio dos preços de divisão do conhecimento.

É importante diferenciar no momento que o que define a divisão de conhecimento são os preços relativos, não os absolutos. Os preços relativos são preços nominais postos em comparação com outros preços do que se disputa os ramos de ação. Já os absolutos, apenas sua quantidade pura sem outra comparação.

Uma água que custe 2 unidades monetárias e um refrigerante que custe 5 unidades monetárias têm seus preços absolutos, respectivamente, 2 unidades monetárias e 5 unidades monetárias. Já em preços relativos, uma água custa 2/5 de um refrigerante e um refrigerante custa 5/2 de uma água