Bitcoin, a principal criptomoeda do mercado, viu recentemente seu aumento de preço em 20% em um curto período de tempo, ajudando a ultrapassar a marca de US$ 5.000. Logo após o salto, os dados do Google Trends mostram que as pesquisas pela criptomoeda mais do que triplicaram.

De acordo com os dados do Google, o interesse de busca passou de 33 para 100 (de 100) logo após o aumento, mas rapidamente caiu até ficar entre 50 e 75. Atualmente, o interesse de busca está caindo abaixo de 50 – uma melhora significativa em relação aos 25 que estava antes. Vale a pena notar que o total de dados de pesquisa não está disponível e os números do Google são compilados por algoritmos.

De acordo com os dados do mecanismo de pesquisa, os países com maior interesse pelo Bitcoin do mercado eram Nigéria, África do Sul, Holanda, Áustria e Suíça. Países como Gana, Santa Helena e Eslovênia ocuparam outros lugares de destaque, enquanto os Estados Unidos e o Canadá ficaram de fora do top 10.

O Baidu, principal mecanismo de busca da China, também viu o BTC no topo da lista de palavras-chave mais populares.

Notavelmente, a tendência parece confirmar estudos que sugerem que há uma correlação entre os movimentos de preços do Bitcoin e o interesse de pesquisa pela criptomoeda. A empresa de marketing de mecanismos de busca SEMrush descobriu, em 2017, que o preço do Bitcoin tinha uma correlação de 91% com o interesse de busca de criptos no Google no momento.

O estudo descobriu que, à medida em que o preço do bitcoin subia, as pessoas começaram a procurá-lo para saber mais sobre ele e o que estava acontecendo. Isso, presumivelmente, já que os principais veículos noticiosos geralmente cobrem apenas BTC e outros criptos quando os preços se movimentam significativamente.

Acredita-se que um misterioso pedido de 20.000 BTC esteve por trás do aumento recente do bitcoin, que o ajudou a atingir uma alta de cinco meses. O Google, no ano passado, baniu anúncios de criptomoedas de sua plataforma, impedindo que empresas do setor anunciassem em sua plataforma. A proibição foi revertida meses depois.

O Bing, da Microsoft, um dos maiores concorrentes do Google, também baniu anúncios relacionados a criptomoedas. Dados recentes compartilhados pela gigante de tecnologia mostraram que bloqueou mais de 5 milhões de anúncios de criptos no ano passado.

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