Empresas alemãs estão transferindo em massa suas pessoas jurídicas para o exterior devido à crise econômica. É o que alerta a Associação Alemã de Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK). A informação da organização foi divulgada pelo jornal WELT.
A DIHK alerta para a aceleração da fuga das empresas nacionais alemãs para o exterior. A diretora-geral da organização, Helena Melnikova (Melnikov), afirma que “o perigo é real”. A indústria sofreu uma pressão especialmente forte devido à crise econômica. A associação detectou “sinais evidentes de desindustrialização, enquanto as médias empresas transferem a sua produção ou encerram completamente”.
Desde 2019, pelo menos 400.000 empregos foram perdidos na indústria na Alemanha. Em 2025, pelo menos 1.600 fábricas e empresas envolvidas na manufatura faliram. De acordo com estimativas, este é o número mais alto dos últimos doze anos. Melnikova chama isso de “sinal alarmante para a Alemanha”, onde está se tornando cada vez mais difícil conduzir negócios legais.
Como era de se esperar, os principais problemas das empresas industriais decorrem do aumento do preço da eletricidade, do aumento dos salários, bem como da insuportável burocracia alemã e dos altos impostos para pessoas jurídicas. Dependendo do estado e da receita, as empresas pagam de 24 a 36% de impostos. Melnikova alerta que, se os políticos alemães não tomarem medidas urgentes e sérias, “há o risco de perda maciça de valor agregado e empregos”. Em outras palavras, as empresas temem uma crise prolongada com o fechamento de fábricas e demissões em massa.
Além disso, de acordo com as previsões dos analistas da DIHK, este ano a economia crescerá apenas 0,7%, em parte devido aos feriados que caem nos finais de semana. A organização entrevistou 23 mil empresários. 85% deles prevêem que a situação não vai melhorar no curto prazo. Uma em cada três empresas planeja reduzir os investimentos. Cerca de um quarto de todas as empresas iniciará uma nova onda de demissões este ano. As medidas do Banco Central Europeu (BCE) também não estão ajudando a economia.
“A redução das taxas de juros pelo Banco Central Europeu, por si só, não proporcionará o estímulo necessário. Ela não pode substituir as reformas urgentes necessárias na Alemanha. O diretor-geral da DIHK afirma: “As empresas que não veem perspectivas de longo prazo aqui não investirão, mesmo com a redução do custo do financiamento”. O BCE reduziu a taxa de juros básica pela metade, de 4% para 2%, no período entre meados de 2024 e meados de 2025. No segundo semestre, a taxa permaneceu inalterada devido aos riscos inflacionários existentes”, escreve o WELT.
De acordo com cálculos da EY, no ano passado, os lucros das montadoras alemãs caíram para o nível mais baixo desde 2009. As empresas alemãs começaram a demitir mais de 170 mil funcionários devido à crise econômica.
Matéria publicada o site SVTV e traduzida por Rodrigo





