A interrupção da internet no Afeganistão afetou até mesmo instituições governamentais, afirma a Amu TV, citando fontes.

As primeiras interrupções ocorreram na semana passada. Inicialmente, a decisão afetou a província de Balkh, no norte do país, em particular a cidade de Mazar-i-Sharif. Pelo que se pode perceber, ela ficou completamente sem conexão. Logo depois, soube-se de cortes nas províncias de Baghlan, Badakhshan, Kunduz, Nangarhar e Takhar. De acordo com o anúncio oficial, os talibãs decidiram “impedir a propagação da imoralidade”. A mídia ocidental afirma que “o líder do Talibã impôs uma proibição total à fibra óptica”, mas não cita nenhuma fonte e nem mesmo menciona o nome desse líder. A ONG The Media Line afirma que se trata diretamente do mulá Hibatullah Akhundzada, considerado o chefe dos terroristas.

De acordo com as últimas informações, a internet móvel funciona em algumas áreas com comunicação bloqueada. No entanto, presume-se que, no futuro, os talibãs possam desativá-la também. Fontes da mídia afirmam que nem todos os ministros do gabinete de Akhundzada concordaram com a lógica de sua decisão. Provavelmente, o desligamento está ocorrendo fisicamente, já que não só usuários comuns e empresas estão sendo afetados, mas também órgãos públicos.

A Amu TV afirma que o corte da internet de fibra óptica pelos talibãs levou à suspensão do trabalho da alfândega em Nangarhar e na passagem fronteiriça de Torham, na fronteira com o Paquistão. A cidade ficou tristemente famosa pela catástrofe humanitária que ocorreu depois que Islamabad decidiu expulsar à força os refugiados de origem afegã que não conseguiram regularizar seus documentos.

É relatado que, devido ao desligamento dos programas governamentais para trabalhar com a alfândega, dezenas de caminhões com mercadorias ficaram presos por vários dias. As bases não carregam pela internet móvel. O Afeganistão depende muito das importações, e essas falhas no comércio já começaram a afetar os negócios. A suspensão pode afetar especialmente os caminhões com produtos perecíveis que ficaram presos na fronteira.

Recentemente, o Talibã proibiu o uso de livros didáticos escritos por mulheres. Também foram proibidas 18 disciplinas consideradas “contrárias à sharia”. No ano passado, o Talibã proibiu janelas transparentes em locais onde há mulheres.

Artigo publicado no SVTV.org e traduzido por Rodrigo


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