Forças de segurança de 18 países realizaram uma operação para desmantelar o serviço First VPN. Entre os dias 19 e 20 de maio, foram apreendidos 33 servidores do serviço em 27 países, e o administrador foi detido no território da Ucrânia.
A operação contou com a participação de forças de segurança da França, Reino Unido, Países Baixos, Suíça e outros estados. Os domínios do First VPN («1vpns.com», «1vpns.net», «1vpns.org»), assim como a versão onion na rede Tor, foram bloqueados. Em vez do site, agora é exibida uma página sobre o desmantelamento do serviço pela polícia.
O First VPN se posicionava como um serviço ‘fora de jurisdição’ e prometia total anonimato sem cooperação com as autoridades. Segundo dados da Europol, o serviço era ativamente anunciado em fóruns da darknet em língua russa. De acordo com a investigação, o First VPN teria sido utilizado por 25 grupos de cibercriminosos, além de criminosos que realizavam ataques DDoS, botnets e fraudes. A investigação sobre o First VPN começou em dezembro de 2021.
A Europol informou que os usuários do serviço foram notificados sobre o fechamento e informados de que foram identificados pelas forças de segurança. Os investigadores obtiveram acesso à base de dados de usuários do First VPN e identificaram milhares de usuários. Foram distribuídos 83 pacotes de dados, e as informações de 506 usuários já foram repassadas às estruturas de segurança dos países participantes da investigação.
Anteriormente, o Parlamento Europeu ameaçou introduzir o uso de VPN mediante apresentação de passaporte em toda a UE.
Matéria publicada no site SVTV e traduzida por Rodrigo
Opinião: Apesar do uso do Fist VPN por criminosos, eles com certeza não eram os únicos usuários e o bloqueio da ferramenta para combater o crime serviu como um ótimo pretexto para censurá-la, ainda mais agora que muitos cidadãos europeus estão percebendo as leis tirânicas da União Europeia e buscam burlá-las.





