Um morador da Catalunha foi multado por fazer reforma em uma rua após esperar sete anos por uma resposta das autoridades sobre o descaso com o local— informam o 20minutos e o La Vanguardia.
Mataró é o centro administrativo da costa de Maresme e, na prática, um subúrbio da região metropolitana de Barcelona. O nome da vítima não foi divulgado; o homem processará as autoridades para buscar justiça. O recurso ainda não foi analisado pelo tribunal.
O processo diz respeito às obras realizadas na rua Carrer del Cos. Como explicou o “criminoso”, desde 2019 ele reclamava ao município sobre os tocos de árvores deixados no local, mas as autoridades não destinavam nenhum recurso para a revitalização da área. Em 2021, ele escreveu à prefeitura sobre o estado lamentável da rua e as pedras soltas do meio-fio. Os bancos que ficavam nessa região foram destruídos por vândalos.
As autoridades de Mataró simplesmente ignoraram o espanhol, por isso ele tentou agir por conta própria. Ele comprou do próprio bolso cinco árvores por 34,50 euros cada e, inclusive, escolheu especificamente mudas de Brachychiton (Kurrajong), que já crescem nas ruas vizinhas para não estragar o visual da cidade (existe na cidade uma lista oficial aprovada pelas autoridades com as árvores que podem ser plantadas). Ele também lixou e pintou dois bancos e substituiu várias pedras danificadas do calçamento. Depois disso, ele também decorou a área perto da entrada de sua casa com azulejos.
Como destacado pela imprensa, o homem foi “agradecido” com uma multa: as autoridades declararam que ele estragou o visual da rua e exigiram 1.733,39 euros como compensação pelos danos. Além disso, os serviços públicos informaram aos moradores da rua que eles não precisavam se preocupar, pois em breve enviariam profissionais para corrigir a aparência do local. Como se constatou, eles planejam “devolver à rua seu aspecto original”, ou seja, arrancar as árvores e remover a tinta fresca dos bancos. O homem tenta recorrer da multa na justiça. Segundo ele, “às vezes parece mais seguro deixar um banco apodrecer, os canteiros continuarem vazios e a calçada seguir se destruindo do que tentar consertar isso por iniciativa própria”.
“A parte afetada recorreu da multa, alegando que não causou nenhum dano ao patrimônio público. Pelo contrário, ele afirma ter melhorado um espaço abandonado após anos de negligência em relação às suas reclamações. Ele também aponta que o regulamento aprovado pela câmara municipal exige a reparação de danos causados aos bens públicos, enquanto, neste caso, ele considera difícil sustentar que plantar árvores onde deveriam estar, restaurar bancos antigos ou remover azulejos perigosos tenha causado qualquer prejuízo ao interesse público”, diz o artigo.
Matéria publicada no site SVTV e traduzida por Rodrigo






