O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não sabe o que é Bitcoin (BTC), e endossou a suspensão de um projeto que criaria uma criptomoeda para uso dos povos indígenas.

Bolsonaro apoiou a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves no encerramento de um projeto no valor de 44,9 milhões de reais entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), que promoveria a criação de uma criptomoeda para povos indígenas usarem. Bolsonaro fez seus comentários durante uma entrevista no Programa do Ratinho do SBT no último dia 4.

Depois de dizer que a ministra agiu corretamente ao bloquear o projeto que “queria ensinar o índio a usar bitcoin”, o presidente foi perguntado por um participante do programa se ele sabia o que era Bitcoin. Bolsonaro respondeu:

“Eu não sei o que é Bitcoin.”

Pouco depois do discurso, Bolsonaro retificou sua declaração e disse que o Bitcoin era uma “moeda virtual”. O projeto oferecido pela Funai e pela UFF não pretende receber financiamento e apoio, nem integrar Bitcoin.

Criptomoeda (ou cryptocurrency), como descrito por Jhon Swanson, “é um recurso digital utilizado como meio para realizar transações financeiras”. Aqui está um guia para que pessoas que não sabem ao certo o que é o Bitcoin, como o presidente Bolsonaro, possam aprender o básico sobre criptomoedas no geral.

Como relatado anteriormente, o governo suspendeu o projeto de criptomoeda indígena no início de Janeiro alegando que o contrato foi emitido de forma inadequada e carecia de análise técnica, como uma descrição detalhada do projeto. O contrato foi assinado diretamente entre a FUNAI e a UFF, em vez de por meio de licitação legal. Além disso, o governo disse que o contrato havia sido aprovado muito rapidamente e implicava despesas consideráveis.

No final de Maio, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, ordenou a criação de uma comissão para considerar a regulação da criptomoeda no país. A comissão será composta por 34 membros, de acordo com o Regulamento Interno da Câmara.

Apesar disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil (BNDES) anunciou que está financiando um documentário através de sua própria stablecoin da rede Ethereum.

Fonte: Cointelegraph

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