Na última sexta-feira (10), o fundador da página WikiLeaks, sofreu um derrame na prisão de Belmarsh, na Inglaterra. A informação foi confirmada pelo perfil da empresa no Twitter e divulgada pela noiva de Julian Assange.

Preso em penitenciária de segurança máxima desde 2019, o australiano de 50 anos luta contra o processo de extradição para os Estados Unidos. Assange é alvo de 18 acusações criminais nos EUA, incluindo espionagem e vazamento de dados sigilosos.

O empresário sofreu o acidente vascular isquêmico na manhã de sua última audiência do processo de extradição, em 27 de outubro, segundo informações do Daily Mail. No entanto, a informação só foi revelada agora. Segundo Moris, como sequelas do acidente, ele ficou com a pálpebra direita caída, problemas de memória e sinais de danos neurológicos causados por estresse.

O Reino Unido aprovou, na última sexta-feira (10/12), o pedido de recurso dos EUA para extraditar Assange. Mesmo com aprovação do pedido, a extradição ainda depende de outros fatores para acontecer. Caso a determinação se confirme, ele pode receber pena de 175 anos em território norte-americano.

O governo americano pede ao governo inglês que Assange seja entregue ao país devido ao vazamento em massa de documentos “confidenciais”. O mesmo afirma “garantir” ao Reino Unido que o australiano receberia um tratamento “justo” caso fosse enviado ao país.

O empresário é acusado pelo governo americano de divulgar, entre os anos de 2010 e 2011, cerca de 250 mil mensagens diplomáticas e mais de 500 mil documentos confidenciais dos EUA sobre a atuação do país nas guerras contra o Iraque e o Afeganistão.

Moris informou ao portal DaylMail que Assange foi mantido em sua cela por longos períodos e sofreu com a ausência de ar fresco e luz solar suficientes. Desde o acidente vascular, Assange realizou uma ressonância magnética e agora está sendo medicado com fármacos anti-AVC.

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