A mídia americana chamou a atenção para uma disposição da lei que prevê a inscrição automática de cidadãos americanos nas listas de alistamento militar (e mobilização em caso de guerra). Essa disposição nunca foi aplicada no século XXI.
Os jovens do sexo masculino com cidadania americana serão automaticamente incluídos nas listas de recrutamento para o serviço militar. Essa disposição foi mencionada na “Lei de Defesa Nacional” do ano passado, por meio da qual foi aprovado o orçamento do Pentágono. Durante grande parte da história dos Estados Unidos, homens entre 18 e 25 anos, incluindo imigrantes, eram obrigados a se registrar nas listas de recrutamento por conta própria. Nos últimos anos, isso podia ser feito pela internet.

Anteriormente, as leis sobre o registro automático de recrutas eram aprovadas em nível estadual. O sistema funcionava na maioria das regiões dos EUA, embora houvesse diferenças específicas, e o governo não dispunha de um sistema único para todos os cidadãos. Agora, porém, será criado um cadastro completo de todos os recrutas no país. Prevê-se que eles possam ser mobilizados em caso de guerra. Não há mobilização no país desde a década de 1970, desde a época da Guerra do Vietnã.
Em 1970, Richard Nixon reformou o sistema de alistamento militar, substituindo o sistema de distribuição de recrutas por um “sorteio de alistamento” aleatório (na foto). Pouco tempo depois, o alistamento obrigatório foi abolido. Presume-se que, caso o alistamento (e a mobilização) sejam retomados no país, eles voltarão a ser realizados por meio de sorteio.
O órgão estatal “Sistema de Serviço Seletivo” (SSS) estima que a criação do cadastro custará cerca de 6 milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes. As listas devem estar em funcionamento até o final deste ano. O registro abrange todos os titulares de green card, refugiados e até mesmo migrantes em situação irregular.
A mídia observa que o interesse pelo assunto aumentou depois que ficou evidente o impasse na guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Na Casa Branca, discute-se a possibilidade de enviar tropas para invadir o país. Foi noticiado que no Pentágono planejam até mesmo uma operação especial com tratores, formalmente para apreender urânio enriquecido, com o qual é possível fabricar armas nucleares. Recentemente, um grupo de soldados já invadiu o país sob o pretexto de resgatar um piloto abatido. Autoridades em Teerã afirmaram que se tratava de uma tentativa de invadir o depósito desses mesmos materiais radioativos. Anteriormente, o cadastro de mobilizados e as intimações eletrônicas foram parcialmente implementados na Rússia. Aqueles que o Estado pretende enviar para o exército estão proibidos de viajar para o exterior e de dirigir veículos.






