O Facebook, que recentemente baniu os discursos sobre nacionalismo e separatismo, planeja lançar sua criptomoeda no primeiro trimestre de 2020, informa a BBC News. A empresa deve revelar mais detalhes sobre a moeda ainda esse ano. A moeda, que está sendo referida internamente como “GlobalCoin”, estará disponível em cerca de 12 países no lançamento, onde é esperado oferecer às pessoas pagamentos acessíveis e seguros, sem a necessidade de uma conta bancária. A notícia vem após o anúncio retirada do banimento de anúncios de criptomoedas da plataforma.

A moeda precisará superar vários obstáculos técnicos e regulatórios antes de poder ser lançada. De acordo com a BBC News, no mês passado, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, se reuniu com o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, para discutir as oportunidades e os riscos da moeda digital planejada. No entanto, o Facebook pode ter um trabalho mais difícil em suas mãos na Índia, que adotou uma atitude hostil em relação às moedas virtuais. A Índia é considerada um foco importante para a nova moeda, onde o Facebook espera que permitirá que trabalhadores indianos no exterior enviem dinheiro para suas famílias usando o WhatsApp, que já possui um bot para efetuar transferências de criptomoedas.

A empresa tem conversado com o Tesouro dos EUA, bem como empresas de transferência de dinheiro como a Western Union, para discutir questões operacionais e regulatórias relacionadas à criptomoeda. Em Nova York, por exemplo, a Tether foi condenada por um juiz da Suprema Corte.

Ouvimos pela primeira vez sobre as ambições de criptomoeda do Facebook em maio passado, quando foi relatado que David Marcus, que anteriormente serviu no conselho de diretores da Coinbase, que fora recentemente hackeada, e presidente do PayPal entre 2012 e 2014, liderava a nova divisão de blockchain da empresa. No começo do mês os boatos se intensificaram com um relatório do Wall Street Journal.

Os relatórios sugerem que a moeda poderia ser projetada para ser um “stablecoin”, com um valor indexado à moeda norte-americana, na tentativa de minimizar a volatilidade. No entanto, mesmo sem a volatilidade associada à maioria das criptomoedas, o Facebook ainda terá muito trabalho a fazer para que seus usuários confiem na GlobalCoin após sofrerem anos de escândalos que mancharam sua imagem pública.

Fonte: The Verge