O sistema de saúde de Cuba, exaltado pela esquerda como referência mundial, não está conseguindo lidar com a epidemia epidemia de dengue, chikungunya e oropouche que está assolando a população cubana. A epidemia está agravando ainda mais a crise no sistema de saúde cubano, já marcado pela falta de medicamentos e limitações diagnósticas.

Entre os sintomas das doenças estão febre alta, irritações na pele, vômitos, diarreia e inflamação das articulações, enquanto aqueles. Já foram infectados sofrem sequelas de diversas gravidades, enquanto os que ainda estão saudáveis temem adoecer a qualquer momento.

Segundo a jornalista cubana Yirmara Torres Hernández:

“Matanzas [cidade] hoje parece uma cidade de zumbis… é assim que andamos, curvados, doloridos. Basta sair nas ruas e ver”.

Segundo as autoridades de saúde, ocorreram até agora ao menos 47 mortes causadas pelas três doenças. No entanto,  especialistas e ativistas acreditam que muitas outras mortes não estão sendo registradas ou sendo atribuídas pelo governo a causas diferentes, o que pode tornar o número real muito maior.



Sistema de saúde cubano em colapso

Devido à escassez de medicamentos, equipamentos médicos e de médicos enviados para outros países, os hospitais cubanos se encontram incapazes de atender os pacientes. Devido à falta de recursos, os poucos médicos que permanecem no país se veem incapazes de fazer diagnósticos confiáveis, se limitando a recomendar hidratação, acetaminofeno e  paracetamol para as dores nas articulações.

Segundo relatos, são poucos os que procuram atendimento médico após adoecer. A maioria opta por não ir porque nessas aos hospitais pois não há como obter um diagnóstico seguro e também não há medicamentos. Diante disto, muitos precisam comprá-los no mercado informal, ou pedir que um parente ou amigo mande do exterior, ou que alguém que more aqui os doe

Uma das principais causas da proliferação de mosquitos transmissores das doenças é o acúmulo de lixo devido à ineficiência do sistema de coleta do governo cubano. 

O acúmulo de lixo, atribuído à escassez de recursos que dificulta sua coleta, cria condições de insalubridade ideais para a propagação desse tipo de doença

Além disso, o país sofre com a escassez de alimentos, o que prejudica a imunidade da população, tornando-a mais vulnerável às doenças. A falta de um tratamento adequado da água e de saneamento básico também facilita a proliferação dos mosquitos.

Referência em saúde?

Cuba é sempre exaltada pela esquerda como referência em saúde e apontada como prova de que o estado pode oferecer saúde de qualidade, tornando-se assim um argumento forte a favor do socialismo. Como sempre, a esquerda aponta para os avanços do sistema de saúde cubano no desenvolvimento de cura para determinados tipos de doenças.

No entanto, não há nenhuma prova da eficiência do socialismo em prover saúde. Muito pelo contrário. Dada a impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo (e isso se aplica a qualquer atividade estatal, como bem mostrou Rothbard), e dada a arbitrariedade dos governantes e burocratas, não é nada surpreendente que alguns setores recebam bastante recursos e outros não.

O governo cubano pode até ter feito alguns avanços em pesquisas sobre cura de doenças, mas ao mesmo tempo ele se mostrou incapaz de prover todo o resto, como alimentação, infraestrutura e até mesmo serviços de saúde, algo no qual o governo cubano deveria ser referência (segundo a esquerda).


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