O governo permitiu que parte das refinarias de petróleo produzisse combustível com desvios dos padrões de qualidade vigentes. O decreto correspondente foi adotado no outono de 2025 e, em maio de 2026, sua validade foi prorrogada.
As refinarias de petróleo receberam o direito de vender no mercado interno gasolina com teor de enxofre de até 150 mg por quilo e combustível diesel de até 350 mg por quilo. O regulamento atual da UEE para combustíveis da classe “Euro-5” permite no máximo 10 mg/kg. Na prática, trata-se de indicadores da classe “Euro-3”. Além disso, foi permitido um teor elevado de hidrocarbonetos aromáticos, monometilanilina e etanol. A exportação desse combustível foi proibida.
A medida foi adotada no contexto de interrupções no fornecimento em várias regiões. No início de junho, na Crimeia e em Sebastopol, a venda livre de gasolina foi temporariamente suspensa; no Krai de Krasnodar, a distribuição de combustível foi interrompida em 15 postos de gasolina; no Tartaristão, foram introduzidos limites de no máximo 20 litros por veículo. Desde o início do ano, as vendas de gasolina na bolsa de valores caíram 12,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. A exportação de gasolina para todos os participantes do mercado está proibida até 31 de julho.
O sócio-diretor da NEFT Research, Sergey Frolov, observa que os volumes adicionais de derivados de petróleo são capazes de mitigar a escassez local; no entanto, o teor elevado de enxofre prejudica os veículos modernos, pois acelera o desgaste do motor, do sistema de escape e dos catalisadores. Outros interlocutores apontam que isso não resolve o problema como um todo: a maioria das mini-refinarias produz combustível que não atende sequer aos requisitos flexibilizados.
Matéria publicada no site SVTV e traduzida por Rodrigo
Opnião: Como o governo russo é o detentor do monopólio de petróleo e gás no país, ele sempre priorizou o direcionamento de combustíveis para as forças armadas da Rússia, o que se intensificou com a guerra com a Ucrânia. Era uma questão de tempo até tais medidas aumentarem a escassez de combustível no país. Os recentes ataques do exército ucraniano às refinarias de petróleo russo também agravaram ainda mais a situação.





