Uma análise do Google Trends mostrou que o termo “cryptocurrency” se tornou um dos mais procurados na Uganda, fazendo-os ficarem no TOP 5

A taxa de desemprego em Uganda é muito menor do que a maioria de seus vizinhos, mas ainda afeta o bem-estar da população local. Ao longo de 5 anos, tem crescido à medida que cada vez menos mão-de-obra qualificada se torna disponível no país.

Os jovens são rapidamente substituídos por trabalhadores remotos do exterior ou simplesmente perdem seus empregos devido à automação. A única maneira que essas pessoas poderiam sobreviver era encontrar suas próprias maneiras de ganhar pelo menos alguma renda, enquanto o mercado de trabalho estava se tornando cada vez mais difícil.

Felizmente, durante esses 5 anos de declínio no emprego, muitos ugandenses começaram a ver sucesso relativo nos mercados de criptomoedas e compartilharam essas informações com seus parentes e amigos. Logo, o país inteiro estava ciente das criptomoedas, mas não da tecnologia blockchain. Todo mundo sabia que era uma maneira de ganhar dinheiro rápido e permanecer nos próximos anos.

A devastação do desemprego para os jovens foi aparentemente mitigada por histórias de sucesso nos mercados de criptomoedas, e agora os ugandenses são os que mais pesquisam sobre criptomoedas e blockchain. Mas ainda assim, eles ficam atrás de seus contemporâneos sul-africanos em termos de posse. Confira clicando aqui nove motivos para usar o Bitcoin.

Mercados financeiros tradicionais, como Forex, ações e commodities, rapidamente perderam espaço na comunidade de traders ugandenses. Isso se deveu ao massacre de empresas fraudulentas que devastaram o país e roubaram mais de US$ 1 milhão em apenas um único trimestre.

Confira o caso em que o Grupo Bitcoin Banco denunciou um golpe de R$: 50 milhões que ocorreu aqui no Brasil. Confira a matéria sobre o caso clicando neste link.

Logo os ugandenses ficaram muito desconfiados até mesmo daquelas empresas que possuíam licenças e eram famosas no exterior. Apenas criptomoedas mostravam relativa segurança quando comparadas a outros mercados.

Além disso, os ugandenses lutavam para conseguir tanto sucesso nos mercados tradicionais quanto no mercado de criptomoedas. A maioria dos mercados tradicionais exigem grandes fundos para fazer grandes lucros. Grandes fundos são algo difícil de conseguir em Uganda, então é óbvio que eles não seriam um investimento muito interessante para a comunidade local.

Assim que alguns investidores experientes que entraram no mercado em 2011 ou 2012 ganharam dezenas de milhares de dólares com apenas uma centena de investimentos, todos estavam a bordo do trem do hype.

O mercado de criptomoedas no momento pode não estar na melhor forma, mas ainda tem um grande potencial para crescer no futuro.

A esperança de obter mais adeptos faz com que muitas pessoas considerem a região africana como um dos maiores hubs de criptomoedas no futuro.

Com o interesse que os ugandenses, nigerianos e ganenses estão mostrando à tecnologia, e com os sul-africanos já ocupando o primeiro lugar em posse, é óbvio que muitas empresas e bolsas de criptomoedas se beneficiariam com a entrada no mercado africano.

Não está fora de questão que estaremos vendo alguns grandes desenvolvimentos de blockchain nos países acima mencionados muito em breve.

Fonte: CIO