Visando as eleições de 2026, o presidente Lula anunciou nesta quarta-feira, 10 de dezembro, a liberação de R$ 39 bilhões como parte do Novo PAC para investimentos em obras e equipamentos nas áreas de educação, saúde, água e esgoto. Apesar de ser uma jogada para garantir a reeleição do petista, o dinheiro investido nas obras poderá ter o mesmo destino das mais de 8 mil obras paradas desde o início do seu governo.

A liberação do PAC

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros Rui Costa (Casa Civil), Jader Filho (Cidades), Alexandre Padilha (Saúde) e Camilo Santana (Educação) durante a cerimônia de apresentação dos quatro editais de chamamento público do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Foi autorizada a liberação de R$ 28,1 bilhões do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), destinados a 1.701 propostas de aquisição de ônibus escolares e construção ou ampliação de creches, escolas, quadras de esportes, UBS, UPAs, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), policlínicas, maternidades, hospitais e outros empreendimentos.

Durante o anúncio da liberação do FIIS, Lula declarou:

“Vou terminar este ano mais do que feliz e digo algo que eu sempre dizia: nunca antes um governo entregou tanto em tão pouco tempo como nós estamos entregando”

Já sabemos onde isso vai dar

Lula anuncia o PAC como um grande investimento para o bem-estar dos brasileiros. Mas, dado o que sabemos sobre a ineficiência estatal e o histórico das ações do Lula, já sabemos onde isso vai dar.

Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), em 2023, o Brasil tinha 8,6 mil empreendimentos paralisados, de um total de 21 mil obras existentes. Segundo o TCU, a porcentagem de obras paralisadas havia subido de 29%, em 2020, para 41% em 2023, primeiro ano do governo Lula. O valor total de recursos investidos também havia passado de R$ 75,95 bilhões em 2020 para R$ 113,65 bilhões no mesmo período.

Em 2023, o ministro relator do processo, Vital do Rêgo, havia enfatizado o impacto da paralisação das obras para a sociedade, comentando que:

“Esses problemas têm gerado impactos diretos e indiretos na população. Afinal, além do desperdício dos recursos públicos investidos, a paralisação impede a população de usufruir benefícios de cada bem público não concluído. O TCU vai monitorar o cumprimento das determinações do acórdão e continuar atento para contribuir com a construção de soluções para essa questão tão sensível à sociedade brasileira”.

A ineficiência e corrupção estatal é inevitável

O desperdício de recursos de obras públicas apontado por Vital do Rêgo, longe de ser uma anomalia, é uma consequência natural da gestão estatal. Como apontado pelo economista Murray Rothbard, a impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo se aplica até mesmo àqueles serviços que tradicionalmente são atribuídos como exclusivos do estado.

Mesmo em um cenário onde os políticos fossem honestos (improvável, já que tal “profissão” atrai justamente parasitas e déspotas), a impossibilidade do cálculo econômico ainda seria um problema. A corrupção é apenas um agravante do problema. A população seria melhor atendida se todos os entraves ao empreendedorismo fossem removidos e mais serviços de saúde, educação, infraestrutura, etc., fossem oferecidos. O dinheiro pago em impostos estaria sendo melhor alocado, pagando por tais serviços, que seriam mais baratos e eficientes.

No entanto, dada a ignorância da maior parte da população sobre esta questão (garantida pela doutrinação via “educação” e propaganda estatal), Lula continuará vendendo o direcionamento de dinheiro vindo de tais impostos para saúde, educação, infraestrutura, etc., como solução para a falta de tais serviços, e claro, vendendo como benfeitor e garantindo sua reeleição em 2026.

Mais conta vindo aí

Além do dinheiro advindo de impostos para cobrir tais gastos, onde haverá, é claro, desperdício, ainda haverá o crédito subsidiado com juros artificialmente baixos, que levarão a um boom nos setores direta e indiretamente relacionados aos projetos para onde tal crédito está destinado. Isso consequentemente gerará inflação, impactando a renda da população.

De todo modo, o brasileiro irá pagar por mais uma propaganda eletoiral furada do Lula.


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