O assassinato da comerciante Edineide Aparecida Rodrigues, de 57 anos, após denunciar uma milícia, foi devido à irresponsabilidade estatal, que não ocultou a identidade após a denúncia, colocando sua vida em risco.

O caso

No dia 30 de abril, a comerciante Edineide Aparecida Rodrigues, de 57 anos, foi morta em frente à filha na porta de sua casa na zona Leste de São Paulo. Segundo as informações, a vítima trabalhava na Feirinha da Madrugada e teria denunciado um esquema de milícias no Brás, região central da cidade. Ela foi socorrida ao PS Ermelino Matarazzo, mas não resistiu.

Bruna, a filha de Edineide, informou que estava em casa com a mãe, que estava se preparando para trabalhar às 22:30 da noite no centro comercial do Brás. Edineide teria chamado um carro de aplicativo e, quando o motorista chegou, sua filha abriu o portão e viu um homem desconhecido do outro lado da rua.

O homem então caminha em direção à Edineide, quando saca uma arma de fogo e atira na vítima, que cai no chão, ao lado do carro de aplicativo que ela estava esperando. A filha de Edineide disse que fechou o portão e entrou em casa para se proteger.

Abaixo, o vídeo da reportagem do caso:

A jovem reforçou que, apesar de sua mãe trabalhar no Brás, ela não tinha conhecimento de qualquer inimizade que Edineide tenha adquirido no local, já que não participava em nada das atividades comerciais.

A Secretaria de Segurança de São Paulo afirmou que o caso foi registrado como homicídio pelo 24º Distrito Policial (Ponte Rasa) e encaminhado ao Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). E, como sabemos, será mais um caso que não dará em nada.

O estado foi responsável pela morte de Edneide

Mesmo colaborando com o estado no combate ao crime, Edneide não pôde ser protegida contra aqueles que ela denunciou. E não poderia ser diferente. O estado não apenas é incapaz de nos defender contra o crime, como ele mesmo é uma instituição criminosa que apenas existe para nos parasitar.

Aliás, a própria incapacidade do estado em nos proteger do crime permite que organizações criminosas, como a que matou Edneide, surjam.

O programa esdrúxulo chamado Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (PROVITA) é apenas uma enganação. Ele não protege nenhuma vítima ou testemunha de fato. É apenas mais um engodo do estado.

Nossa segurança não pode vir do estado

Anos de doutrinação de que o estado nos protege contra o crime já não conseguem mais esconder um fato irrefutável: ele não consegue. E ele sequer possui esse interesse. Ele mesmo é a maior organização criminosa que existe.

A verdadeira segurança só poderá vir dos agentes privados, sejam empresas que fornecem serviços de segurança com fins lucrativos, sejam os próprios indivíduos se armando e se protegendo entre si.

Se tal cenário predominasse hoje, Edneide ainda estaria viva e seria recompensada por contribuir no combate ao crime.


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