O governo francês tem uma nova medida para ampliar o seu controle sobre as crianças, e para isso pretende criar uma lei para coibir o uso de telas por crianças. A justificativa é a de que a prática é altamente suspeita de causar atrasos no desenvolvimento da linguagem, distúrbios do sono e diminuição da capacidade de atenção. Para tornar tal controle possível, pretendem criar uma lei que afete todos os ambientes possíveis, tanto na escola quanto em casa.
O governo brasileiro também está seguindo o mesmo caminho. Em janeiro de 2025, o presidente Lula sancionou a lei que restringe o uso de celulares por crianças e adolescentes em escolas públicas e privadas. Tanto nas salas de aulas quanto no espaço de recreio.
O real motivo da medida é evidente para aqueles que não caem mais na propaganda estatista: aumentar o controle sobre as crianças, já que elas serão futuros eleitores e pagadores de impostos. O estado pretende fazer com que os indivíduos sejam moldados de acordo com seus interesses desde o início.
E quanto mais o estado puder exercer influência sobre as crianças do que seus pais, melhor para ele.
Obviamente, a medida poderá parecer boa para muitos. Afinal, quem não se preocuparia com o possível vício do uso de celular pelos seus próprios filhos? E é isso o que o estado francês e o brasileiro estão usando para justificar essa maior intromissão na interação entre pais e filhos.
Antes de mais nada, nada justifica a existência do estado. Menos ainda suas interferências na vida dos indivíduos. E quanto ao possível vício de crianças em celulares e seus supostos malefícios, isso é algo a ser melhor investigado, e não assumido como uma certeza e menos ainda como uma justificativa para a tirania estatal.
É função dos especialistas orientar os indivíduos em seus problemas, e não respaldar leis tirânicas que violem sua liberdade. As crianças estarão muito melhor assistidas sob os cuidados daqueles que realmente se preocupam com seu bem-estar: seus pais. E não sob uma entidade que apenas tem interesse em torná-las gado para o abate.
Se os especialistas realmente se preocupam com o possível vício de crianças no uso de celulares e seus supostos malefícios, que estudem melhor o caso e orientem os pais sobre a situação e sobre qual abordagem seria uma ótima solução para o problema.

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