Desconhecidos pintaram com tinta a foice e o martelo no monumento aos militares soviéticos no cemitério distrital de Gersthof, em Viena. O monumento foi erguido em homenagem aos soldados que perderam a vida durante a libertação da Áustria na Segunda Guerra Mundial.

A Embaixada da Rússia na Áustria comunicou o incidente e notificou as autoridades locais. Ao mesmo tempo, a missão diplomática enviou uma nota ao Ministério das Relações Exteriores da Áustria exigindo que fossem apuradas as circunstâncias do ocorrido, que os vândalos fossem responsabilizados e que fosse garantida a inviolabilidade e a preservação do túmulo no futuro. Em comunicado, a embaixada classificou o caso como “particularmente cínico” — sobretudo porque ocorreu às vésperas do Dia da Vitória.

Como fundamento jurídico, a embaixada invocou o Tratado Estatal sobre a Restauração da Áustria Independente e Democrática, de 15 de maio de 1955 — as autoridades russas insistem que esse documento obriga expressamente a Áustria a garantir a preservação dos túmulos de militares soviéticos em seu território.

Alexander Bastrykin instruiu a Direção Geral de Investigação do Comitê de Investigação a instaurar um processo criminal e, em cooperação com o Ministério das Relações Exteriores, a apurar todas as circunstâncias do ocorrido. As autoridades de segurança russas classificaram o incidente como profanação de um túmulo militar.

Matéria publicada no site SVTV e traduzida por Rodrigo


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