Em Amsterdã, em nome da “proteção do clima”, foi proibida a publicidade de carne e de produtos e serviços relacionados à queima de combustíveis. A notícia sobre a decisão das autoridades foi publicada pela emissora estatal Vlaamse Radio- en Televisieomroeporganisatie (VRT).
A lei diz respeito à exibição e à promoção de produtos relacionados ao consumo de carne e ao uso de combustível nas vias públicas. Na prática, segundo autoridades, isso significará a proibição total de outdoors de restaurantes e de carne, voos aéreos, cruzeiros marítimos, postos de gasolina, bem como de publicidade de automóveis, inclusive de luxo, desde que consumam gasolina ou diesel. Dentro dos estabelecimentos, porém, essa regra não se aplica.
Os infratores podem receber multas de até 4 mil euros (valor que aumenta em caso de “reincidência”). Além disso, as autoridades ameaçam simplesmente revogar a licença para a realização de atividades publicitárias no território da capital. Sem licença, as agências de publicidade irão à falência, simplesmente porque foi isso que os burocratas decidiram.
Formalmente, as regras já entraram em vigor em 1º de maio. No entanto, conforme explicado pela imprensa, a proibição passará a vigorar plenamente a partir de 2027 (prevê-se que as multas e a exclusão do mercado não sejam aplicadas aos contratos “antigos” nos próximos meses).
Os autores da proibição afirmam que, dessa forma, estão combatendo a “crise climática”. A queima de combustíveis e a criação de animais para consumo, segundo os políticos, levam a altas emissões de CO₂ e a um “impacto significativo nas mudanças climáticas”. Autoridades e jornalistas a serviço do Estado lembram que proibições semelhantes foram adotadas em Harlem, Edimburgo, Estocolmo e Florença. Na França, a proibição foi aprovada em âmbito nacional, embora também ainda não tenha entrado em vigor.
“Atualmente, não há nenhum município ou cidade em nosso país onde tenha sido introduzida uma proibição à publicidade de combustíveis fósseis, muito menos à de carne. No entanto, existe uma demanda por tal proibição, especialmente nos círculos da “esquerda verde”. Por exemplo, a organização Ecolo-Groen já apresentou, em 2022, à Câmara propostas legislativas e resoluções sobre a proibição da publicidade relacionada a combustíveis fósseis. “As propostas e resoluções não foram aprovadas, mas foi a primeira vez em nosso país que surgiu uma discussão sobre a publicidade relacionada a combustíveis fósseis”, relata a VRT.
Matéria publicada no site SVTV e traduzida por Rodrigo
Opnião: Mais uma vez, o estado prejudica o bem-estar dos consumidores por meio de medidas que ele vende como solução para as mudanças climáticas. O próprio, porém, estado é incapaz de lidar com um problema tão complexo que somente a inovação tecnológica e soluções inovadoras vindas da livre iniciativa poderiam resolver.
Ainda assim, ele precisa justificar sua existência, e para isso, precisa fazer crer que suas medidas ditatoriais e arbitrárias irão resolver o problema (não irão). Para ler uma abordagem nossa sobre este tema, clique aqui.






