Segundo dados de um levantamento feio pela Instituição Fiscal Independente (IFI), o governo Lula 3 deve contabilizar R$ 300 bilhões em gastos extraordinários, ou seja, despesas que ficaram de fora das regras ficais. Grande parte do valor foi descontada em 2023, após aprovação da PEC da Transição e com o pagamento de precatórios, que contribuíram para a maior parte do montante, com R$ 241,3 bilhões.

Outra grande parte do valor do déficit vem da promulgação da PEC da Transição, feita em dezembro de 2022, que permitiu ao governo elevar em R$ 145 bilhões o teto de gastos no Orçamento de 2023 para bancar os programas assistencialistas que ajudam Lula a se manter no poder, como o Bolsa Família, o Auxílio Gás, a Farmácia Popular, dentre outros.

Também entram neste montante os recursos alocados para a reconstrução do estado do Rio Grande do Sul, que foi atingido por fortes enchentes. Foram R$ 29 bilhões utilizados para recuperar a infraestrutura e a economia local. É óbvio que não se trata aqui de “boa vontade”, e sim de um financiamento superfaturado em parceria com empresas politicamente conectadas.

E claro, tudo visando atrair leitores no Rio Grande do Sul, um dos estados brasileiros com menor número de eleitores do PT.

Déficit zero? Nem sonhando

O valor robusto dos gastos extras põe em dúvida a possibilidade de o governo cumprir com a meta de déficit fiscal anunciada por Fernando Haddad. Para este ano, o governo prevê o objetivo de alcançar uma meta de déficit primário zero, ou seja, de equilíbrio entre receitas e despesas primárias.

Em 2024, o governo Lula também tinha como meta zerar o déficit. No entanto, o governo também não havia cumprido com a meta, gerando um déficit primário de R$ 11,032 bilhões, ou 0,09% do PIB em 2024, dentro do intervalo de tolerância de 0,25%.

E não é preciso ter bola de cristal para saber que mais uma vez o governo Lula não irá cumprir com a promessa de déficit zero que serviu apenas para acalmar os ânimos dos ingênuos que acharam que o governo Lula conhecido pelo seu gasto desenfreado para manter assistencialismo e comprar apoio político iria agir diferente.


Anúncio

Image

O conteúdo deste artigo está livre de restrições de direitos autorais e de direitos conexos. Sinta-se livre para copiar, modificar, distribuir e executar o trabalho, mesmo para fins comerciais, tudo sem pedir permissão.

Shares:
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *