Na quarta-feira, as autoridades quenianas ordenaram que todas as estações de rádio e televisão suspendessem a cobertura ao vivo dos protestos que sacudiram o país em comemoração às manifestações de 2024 que levaram à invasão do parlamento e deixaram pelo menos 60 pessoas mortas.
Em um comunicado, a Autoridade de Comunicações do Quênia (CA) disse que a cobertura das manifestações violava a Constituição.
“A cobertura ao vivo das manifestações de 25 de junho de 2025 é contrária aos artigos 33(2) e 34(1) da Constituição do Quênia e à Seção 461 da Lei de Informação e Comunicação do Quênia de 1998”, disse o diretor geral da CA, Davd Mugonyi.
A diretriz foi emitida enquanto vários meios de comunicação do país da África Oriental estavam cobrindo os protestos em tempo real, que tiveram seu epicentro no centro de Nairóbi, onde centenas de manifestantes saíram às ruas enquanto a polícia tentava dispersá-los com gás lacrimogêneo.
Além de Nairóbi, 20 outros condados, dos 47 condados do país, estão registrando manifestações, de acordo com os últimos relatórios da mídia local.
Este é o primeiro aniversário do dia mais convulsivo dos protestos contra um aumento de impostos que ocorreram entre junho e agosto de 2024 por jovens da chamada Geração Z, reprimidos pela polícia e nos quais pelo menos sessenta pessoas foram mortas.
Após vários dias de marchas em massa, nas quais dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em muitas cidades do país, em 25 de junho de 2024 centenas de manifestantes invadiram o Parlamento e a polícia abriu fogo contra eles.
Artigo publicado no The Freedom Post e traduzido por Rodrigo

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