Lula e a esquerda defendem que os manifestantes bolsonaristas acusados de “tentativa de golpe” permaneçam presos e sem direito a nenhuma anistia. No entanto, ele mesmo e um número que chega a 5 mil anistiados de 1979 recebem pensão paga pelos pagadores de impostos, algo que sequer os acusados estão exigindo.

Tal anistia dada a Lula e estes milhares se deve aos casos de prisão, exílio e até mesmo tortura de críticos da Ditadura Militar e defensores de uma revolução comunista visando sua substituição. Apesar de a maioria ter apenas defendido a substituição de uma ditadura pela outra (nem de longe menos autoritária), é inegável que, ao menos no caso dos críticos, houve de fato injustiças por parte dos militares.

Afinal, não há nenhum crime em apenas emitir sua opinião, mesmo que seja a defesa de um regime similar à extinta URSS, o que seria pior do que a Ditadura Militar. O problema é que, ao invés de os militares terem sido penalizados, os pagadores de impostos é que foram, tendo que pagar pensões bilionárias como reparação pelos crimes que tais anistiados sofreram.

E a anistia que os contemplou, vejam só, veio por meio de negociações com os mesmos militares que os perseguiram, prenderam e torturaram. Os perseguidos políticos teriam suas liberdades de volta (além das pensões) contanto que os militares praticantes dos crimes ficassem impunes de todos os seus crimes.

Então, vejam só, os militares cometeram os crimes e você, meu caro pagador de impostos, é quem paga o pato. E isso até mesmo no caso daqueles opositores da ditadura que realmente haviam cometido crimes, como atos terroristas e planos para implementar uma ditadura socialista no Brasil. Ou seja, piorar o que já estava ruim.

E o mais irônico disso tudo é que os mesmos anistiados que pretendiam implementar uma ditadura socialista nos moldes soviéticos no Brasil, e ainda recebem uma pensão como reparação pelas punições que sofreram (e que foram devidas, devo dizer), defendem que pessoas desarmadas que apenas defenderam uma intervenção (ou talvez até mesmo um golpe) militar permaneçam presas por algo muito menor em comparação.

O mais interessante disto tudo é que os manifestantes de 8 de janeiro nem pedem pensão alguma, apenas que não recebam punições maiores que muitos homicidas e estupradores. E não é difícil entender que a defesa da manutenção da prisão dos manifestantes é apenas estratégia política para exagerar a ameaça de um retorno da Ditadura Militar enquanto ela se vende como a única forma de evitar que isso aconteça.


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